<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918</id><updated>2012-03-01T15:24:03.295-08:00</updated><title type='text'>A Tangerina</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-236135192033265846</id><published>2008-03-22T11:59:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T12:27:51.231-07:00</updated><title type='text'>Sinto muito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E por um instante não sabia o que fazer. A festa que nunca termina já estava de luzes acesas e, meu amigo, a verdade era essa. Eu estava com o cu na mão – o cu e uma 38, recém-disparada, que agora me encarava como se dissesse, “olha, vou ser sincera com você: a única coisa sensata a se fazer é apertar o gatilho de novo – só que desta vez você vai ter que mirar na própria testa. Boa sorte, cara, e procure não fazer sujeira ou acordar as crianças”. Fui até a porta e notei, não sem um rugido de alívio, que o corredor estava vazio. Já a minha cabeça se enchia com os pensamentos mais sórdidos, um misto de terror e deleite e espanto e (acima de tudo) torpor. É isso! Não conseguia me mexer. Não conseguia mexer nele. A grande diferença entre as pessoas comuns e o Matador é que, quando chegar a hora de fatiar o presunto e dispô-lo no recipiente apropriado para conservar a carne processada, são as primeiras que estarão bêbadas com música alta, traseiros bonitos, champanha barata - e aí deixarão tudo apodrecer em cima da mesa enquanto a polícia veste os convidados com estampa listrada e braceletes de prata que continuam como a última palavra da moda: a primeira da lei. Ele parecia ter uns vinte e poucos anos e devia ter sido feliz. Ao menos aquela noite o fora, pois ostentava a braguilha aberta (talvez estivesse apenas mijando, mas o que posso dizer? Sou um otimista). Limpei o sangue da lapela (minha e dele) e caminhei até o telefone, com aquele ar de quem anda saudavelmente insatisfeito com a vida, mas não está pronto para dividi-la com 27 infelizes numa cela tão espaçosa quanto o intervalo entre Hebe Camargo e seu vibrador, numa solitária noite de domingo. Começava a me dar conta que a coisa toda estava fugindo completamente ao meu controle. Minhas impressões digitais se integravam à decoração do quarto com a rapidez de um garoto de 12 anos pegando no seu primeiro peitinho. Duas senhoras passavam a gargalhadas, risos risos risos, risos risos, enquanto um jovem garçom lhes beijava as tetas caídas com o empenho de quem cobrava por hora e centímetro extras. A coisa começava a feder, em todos os sentidos possíveis, pensei em chorar (não deu tempo), alô, Bragança? nós temos um problema. Para onde minhas pernas iam com tanta pressa? Regurgitei tempestade em copo d’água mas repeti a dose com duas pedras de gelo para acompanhar, por favor. Chegou em meia hora – ele e o sócio magrinho, camisa amassada, que me cumprimentou com um giro maluco da cabeça. Não gosto dele. Acenei de volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;a vida vivida&lt;br /&gt;Não vale a pena&lt;br /&gt;De ser morrida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e vice-versa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-236135192033265846?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/236135192033265846/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=236135192033265846' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/236135192033265846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/236135192033265846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2008/03/sinto-muito.html' title='Sinto muito'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-612072185835013614</id><published>2007-11-15T09:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T03:55:17.129-08:00</updated><title type='text'>Mi Casa, Su Casa, Alice's Casa</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RzyDsIbPMdI/AAAAAAAAAA8/dMZS5urBn0U/s1600-h/A-Casa-de-Alice-01.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133122469494731218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RzyDsIbPMdI/AAAAAAAAAA8/dMZS5urBn0U/s320/A-Casa-de-Alice-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Casa de Alice&lt;/span&gt;, 2006, de Chico Teixeira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se o cinema brasileiro fosse o refeitório de um &lt;i&gt;teen movie&lt;/i&gt; americano, surgiria por aí algo equivalente àquela sombria divisão de castas que se lança sobre as escolas de lá, separando em cada mesa uma ala específica do &lt;i&gt;apartheid&lt;/i&gt; juvenil. A partir daí o leitor deve ter mais ou menos uma idéia de como funciona: é passar pelos corredores e esbarrar com todos os tipos de tipo. Desde patricinhas desalmadas que carregam a tiracolo de namorados atletas a próteses de silicone, até carteirados no clube do xadrez, com vida sexual majoritariamente estrelada em carreira solo – de preferência no banheiro de casa, depois de um ensaio fotográfico com a nova gostosinha de &lt;i&gt;Lost&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;remixado com Daft Punk e desovado no &lt;i&gt;youtube&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sobrevoando sabe-se lá quantos outros clichês de gênero, o cine brazuca de hoje possui algo próximo daqueles assentos bem demarcados do refeitório, com levas facilmente identificáveis rodando sua película – ou seria bolsinha? – no circuito. É seguindo essa premissa que, quando vamos ao cinema, acabamos por nos alternar na mesa dos pára-poéticos &lt;i&gt;A Via Láctea&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Crime Delicado&lt;/i&gt;, dos fantásticos &lt;i&gt;A Máquina&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Homem Que Desafiou o Diabo&lt;/i&gt;, dos urbanóides &lt;i&gt;somehow&lt;/i&gt; melancólicos &lt;i&gt;Jogo Subterrâneo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Não Por Acaso&lt;/i&gt;; sem esquecer o grupo dos históricos, dos engajados, dos regionais, dos arretados; sem deixar de lado, claro, risotos-pra-toda-festa como &lt;i&gt;Cidade de Deus&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;A Casa de Alice&lt;/i&gt;, veja bem, também não é nenhum &lt;i&gt;trend-setter&lt;/i&gt; na produção brasileira contemporânea. Pega carona na garupa de uma tendência naturalista já observada em &lt;i&gt;Cão Sem Dono&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Céu de Suely&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Contra Todos&lt;/i&gt;. No primeiro longa-metragem ficcional de Chico Teixeira, bem acolhido tanto pela imprensa da casa quanto pela internacional, a vida secreta das pessoas pequenas constitui a matéria-prima para um filme que possui, se não êxito, pelo menos o desejo de se manter em estado bruto. Lá, afinal, batem ponto os esforços em prol de interpretações e iluminação “espontâneas” – e Oxalá nos salve de músicas incidentais e outros artifícios maiores que lembrem ao espectador que aquilo tudo que se vê no cinema (a &lt;i&gt;arte das aparências&lt;/i&gt; por excelência, vale lembrar) é da carochinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Em tempo:&lt;i&gt; A Casa de Alice&lt;/i&gt; é um filme de personagens. E como qualquer naturalista que se preze, de personagens pequenas. Uma manicure de meia-idade que vive com filhos, mãe e marido na periferia de São Paulo não é exatamente candidata à Miss Hepburn 2007. Para contar a história pequena de personagens pequenas, lá consta a ausência de uma vontade maior de realizar um pacto narrativo bem selado, que dê às situações – igualmente pequenas, óbvio – apresentadas no filme caráter mais definitivo que insinuativo (e de fato a narrativa deixa algumas portas em aberto, como as relações entre caçula e primogênito e caçula e mãe, embaladas numa suspeita por vezes sexualizada, mas sem grandes certezas empurradas goela abaixo do espectador). É uma forma de fazer filme. Uma das muitas. Bastante válida, por sinal. Mas que pode escorregar com certa facilidade numa pista ensaboada por psicologismos baratos, pronta a amassar suas personagens numa fôrma psicossocial &lt;i&gt;a priorizada&lt;/i&gt; – chegando a reconhecer suas particularidades mas não resistindo, no final das contas, àquela velha tentação de tratá-las como expoentes estatísticos de “uma sociedade contemporânea em estado de implosão afetiva”, yadda yadda yadda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ou seja, o típico filme que, sem querer dizer muita coisa, tenta dizer tudo e corre o sério risco de acabar não dizendo nada. Chico Teixeira não vai de todo mal ao tentar driblar esse obstáculo. Conduz a protagonista Alice (aliás, em crítica praticamente unânime ao trabalho excepcional de Carla Ribas), é verdade, com certa vontade de chocar, de ‘fazer ver’ o quão insensíveis marido e filhos – e a vida em geral – podem ser com ela. O que pode, diga-se, ser fatal para um cineasta que deseja antes insinuar do que empurrar verdades bem consolidadas. São, contudo, algumas sutilezas, bem como uma relação harmoniosa entre roteiro, direção e elenco, que somam pontos ao trabalho cuidadoso de Teixeira, fazendo-o pender mais para o lado das excelentes obras de Brant e Aïnouz do que para o apelativo &lt;i&gt;Contra Todos&lt;/i&gt;, do também estreante Roberto Moreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma dessas sutilezas se encontra em momentos aparentemente banais, que prevalecem sobre reações sentimentalistas (&lt;i&gt;mais naturalismo&lt;/i&gt;, saca?) da protagonista à – recente ou constante? – crise em sua vida. Momentos como as cervejas com a amiga no bar: uma embriaguez despretensiosa, em vez de carregada com reviravoltas dramáticas, como poderia se esperar naquelas horas em que qualquer vestígio de superego já está dançando a Macarena em cima da mesa de acrílico descascado no boteco mais sujo da cidade. &lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Outra óbvia, mas ainda assim boa sacada se dá nos problemas oftalmológicos de dona Jacira (Berta Zemel), mãe de Alice e, ironicamente, única pessoa da casa que parece ter olhos lúcidos a tudo que se passa lá dentro. E no final das contas é por aí mesmo: &lt;i&gt;A Casa de Alice&lt;/i&gt; tem lá seus delírios de se insinuar como um verdadeiro ensaio sobre a cegueira que fecha olhos para os valores cambaleantes da sociedade brasileira. Não precisava de tanto, não, Chico. Ser um bom filme já está de bom tamanho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-612072185835013614?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/612072185835013614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=612072185835013614' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/612072185835013614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/612072185835013614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/11/mi-casa-su-casa-alices-casa.html' title='Mi Casa, Su Casa, Alice&apos;s Casa'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RzyDsIbPMdI/AAAAAAAAAA8/dMZS5urBn0U/s72-c/A-Casa-de-Alice-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-2494218935060453860</id><published>2007-09-09T22:34:00.001-07:00</published><updated>2007-11-15T09:22:35.618-08:00</updated><title type='text'>Lôra Maria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Se chama Maria. Me chama Carlos. A não ser quando sua língua passeia pelos meus bagos. Como shopping. Voltas e voltas no mesmo lugar. Uma beleza. Aí é Cacá. De resto é sempre Carlos. Carlos. Carlos não trata bem o papagaio dela, reclama. Está sempre reclamando de alguma coisa. Diz que gosta de falar do útero do fundo da alma, que não gosta dessa gente que mede palavras como quem ajusta vestido Prada. Gostaria de ouvir menos sua voz, mas não falo nada. Gosto da garota. Cabelos louros, bem louros, na nuca. Ontem foi-se um mês desde que mudou para o prédio. 604. Gosto dela o bastante para aturar sua voz, e a da ave odiosa. Não entendo o que poderia querer com um papagaio. Não pergunto. Ela explica mesmo assim. Explica que, no século 16, depois de fumarem muito pau-brasil, uns caras decidiram que o paradeiro do Éden era a América do Sul. Tinham mapa, previsões e uma idéia na cabeça: PAPAGAIOS.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Sento, ela no meu colo. Encaixa. A história é esta,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;No início era assim. Era o verbo. Os animais faziam mais que correr livremente pelos prados verdes e frescos do paraíso, a bolinar Eva enquanto Adão se ocupava em desacreditar o Letrismo – escola histórica hoje pouco afamada para a qual a Bíblia nada mais foi do que uma sopa de letrinhas que Deus derramou durante uma briga com Lúcifer, o anjo mais punheteiro da confraria, líder da primeira greve da história ao se recusar a completar tarefas como a paz mundial, o Grand Canyon e a depilação da Cláudia Ohana. Antes de imundo, o mundo falava. Toda a Tropa de Elite do Senhor era dotada de perfeita capacidade vocal para discutir vida, esperança e amor ao próximo, ou ligar para Alá e mandá-Lo despachar o corão via &lt;i&gt;cudex&lt;/i&gt;. Até o dia em que o saco divino encheu. Expulsou as crianças de casa. Deliberou o fim do falatório no seu zoológico pessoal. E o resto é história. Má história. A História dos Homens.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;Milênios depois da Grande Sacanagem, a humanidade continua condenada. Assim Maria conta. Acrescenta que os papagaios, para os nossos chapados do século 16, representavam redenção. Redenção porque conservaram o dom da fala, e, no reino animal, onde há fala, há paraíso. Assim Maria continua: no Brasil, tinhamos pencas deles. A história parece empolgá-la. Excita-la. Posso sentir e a ajeito em meu colo. Num instante visualizo sua buceta se abrindo para mim, emoldurada por lâmpadas em néon que imitam um papagaio, &lt;i&gt;Vegas style&lt;/i&gt;. Nunca acreditei na existência do paraíso, mas, por via da dúvidas, enfiei dois dedinhos para conferir se ele andava mesmo pelo Brasil. 604. Ela gemeu. &lt;i&gt;Lôro&lt;/i&gt; ecoou. Tive vontade de mandar os dois calarem a boca, mas não fiz nada.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-2494218935060453860?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/2494218935060453860/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=2494218935060453860' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/2494218935060453860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/2494218935060453860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/09/lra-maria_09.html' title='Lôra Maria'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-7485853399844375100</id><published>2007-08-17T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T03:55:17.273-08:00</updated><title type='text'>Os Babilaques do Rei Salomão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RsXT2US5aUI/AAAAAAAAAA0/vWNBxUebPkE/s1600-h/bWalyMondrianBarato.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RsXT2US5aUI/AAAAAAAAAA0/vWNBxUebPkE/s320/bWalyMondrianBarato.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099715083181320514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mondrian barato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-7485853399844375100?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/7485853399844375100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=7485853399844375100' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/7485853399844375100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/7485853399844375100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/08/os-babilaques-do-rei-salomo.html' title='Os Babilaques do Rei Salomão'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RsXT2US5aUI/AAAAAAAAAA0/vWNBxUebPkE/s72-c/bWalyMondrianBarato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-9114211634807653650</id><published>2007-08-02T17:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T10:12:52.750-07:00</updated><title type='text'>Hello? Is this thing on?</title><content type='html'>123testando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-9114211634807653650?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/9114211634807653650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=9114211634807653650' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/9114211634807653650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/9114211634807653650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/08/alou-is-this-thing-on.html' title='Hello? Is this thing on?'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-4533977019609883798</id><published>2007-02-23T08:51:00.002-08:00</published><updated>2007-02-23T08:59:13.683-08:00</updated><title type='text'>Matou a família e foi ao cinerama</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Há quem diga que aqueles foram o melhor de todos os tempos, o pior de todos os tempos. Há quem diga que éramos jovens, calouros e, redundantemente, todos estúpidos. Que não pintávamos cabelo. Platinado. Que não fumávamos haxixe. Ainda. Que não discutíamos a filmografia coreana de 1934. Sundance. Que foram vacas profanas, que foram vacas sagradas. Vacas loucas. Nunca gordas. Há quem diga que o tempo, embora seja o melhor professor, acaba matando todos os seus alunos. Talvez mate. Torture e mate. Pode-se morrer de ostracismo ou de indigestão, não importa. Como aquele pastel de carne seca com catupiry que transforma sua aorta na Av. Brasil parando para um desfile da Victoria’s Secret em plena hora do rush. Algumas velas acesas, o corpo estirado na calçada, dois ou três olhares mais curiosos. Morte é morte. Matada ou morrida.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Por um bom tempo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;achei que do Cinerama não se podia esperar nem mais, nem menos. Assim em sua dose &lt;i&gt;cowboy&lt;/i&gt;, sem gelo, não haveria câmara criogênica que livrasse nosso projeto de cair de cabeça (até o último fio) e sola na verdadeira São Silvestre – lycra rosa, em &lt;i&gt;pas de deux&lt;/i&gt;, 100m com barreira – rumo ao Vale da Morte. Primeira parada. Aqui mesmo, motorista, e tenha um bom dia. Afinal de contas, a idéia de cine que se tinha em mente, desde então, já nascera com um pé enfiado numa cavidade muito particular onde o sol não bate.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;A cova.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Um cineclube? Não se tratava de &lt;i&gt;tudo&lt;/i&gt; isso. Não se tratava &lt;i&gt;apenas&lt;/i&gt; disso. Do jeito que voltou (&lt;i&gt;third time around&lt;/i&gt;) ao mundo, o Cinerama não chegou a contar com um cenário pra lá de animador. O rendimento das reuniões, regadas a cerva do Seu Manoel, esvaía-se com a mesma rapidez da primeira rodada da mesa. Mini-cartazes em P&amp;B, formato a4 e design tão atraente quanto a gaveta de &lt;i&gt;lingerie&lt;/i&gt; de Ruth Cardoso funcionavam com a eficácia de um prólogo shakesperiano confiado ao potencial dramático de Fernanda Lima (“Romeu e Julieta 4ever – Uma História de Amor”, 2007, Brasil”). Os filmes, escolhidos a &lt;i&gt;esmo profissional&lt;/i&gt;, ora lotavam a sala com o cacife &lt;i&gt;culturale&lt;/i&gt; de François Truffaut (&lt;i&gt;Jules et Jim&lt;/i&gt;), ora dividiam espaço com as duas moscas e os três gatos pingados que compareciam para conferir o &lt;i&gt;mondo trasho&lt;/i&gt; de Álex de la Iglesia (&lt;i&gt;A Comunidade&lt;/i&gt;).&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;De fato, &lt;span style="color:black;"&gt;nem tudo eram flores. Quando o eram, havia os espinhos. Ou o fedor. Ou davam alergia. Ou enfeitavam a lapela do Tony Ramos. Jardineiros da Babilônia ecoína que jamais fomos, hoje creio que conseguimos podar, com o nosso amadorismo, &lt;/span&gt;o verdadeiro Crime Ferpeito. Se não se tratava de um legítimo Caso de Amor, o Cinerama era como se fosse aquela amante de toda uma vida. Ao menos uma vez por semana, toda uma noite era dedicado aos seus deleite e capricho – e na semana seguinte, nunca deixávamos de voltar. A cada começo de semestre, a paixão era renovada com uma caixa de bombons que vinha em forma de calouros fresquinhos e achocolatados, todos saídos da Oficina do Cinerama, oferecida na Semana de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Calouros desde o último semestre de 2005. De lá, somaram-se à equipe Amanda Meirinho (2005/02), Isabel Stein (2006/01), Caroline Gomes (2006/01) e Rodrigo Vaz (2006/02). &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Se por um lado o Cinerama só fez ganhar com a cooptação de novos integrantes, o gradual desfalque na velha guarda não passou despercebido. Reativado em maio de 2005 com &lt;i&gt;A Estrada Perdida&lt;/i&gt; de David Lynch, o projeto contou, no início, com a participação de Ricardo Senra, Bruno Boghossian e Ana Carolina Bento Ribeiro, além da módica escritora que vos fala, todos nativos do sítio arqueológico que é hoje a leva de calouros de 2004/01. Havia ainda a presença da veteraníssima Maria Flor Brazil (2003/02), responsável pela segunda geração do Cinerama – a qual já havia levado nós quatro, então calouros, à sala capenga do PACC para &lt;i&gt;O Anjo Exterminador &lt;/i&gt;de Buñuel, entre outros. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;O que mudou desde então? Ao primeiro fotograma a se desembaraçar na tela, o espectador médio dá um gole em sua coca-cola e, de uma só galfada, empunha pipoca o suficiente para fazer de uma pré-estréia com Hillary Duff a maior empregadora de catadores de milho da costa oeste. Com um cineclube que se propõe como alternativa ao filão pop de grupos como o Cinemark, tudo muda. Pra pior. Mas no melhor dos sentidos (ou seria das intenções?). No caso do Cinerama em particular, o público permanece tão oscilante quanto a certidão de casamento de Elizabeth Taylor. Os cartazes rudimentares, reproduzidos de graça pela xerox de qualidade duvidosa do C.A., acabam passando batido na selva de celulose que se entranha por corredores, cortiças ou qualquer superfície lisa dando sopa na faculdade. As agruras não são poucas. No entanto, tampouco a vontade de deixar coalhar o leite derramado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;É preciso, pois, muito mais que um botão e um dedo para apertá-lo para dar início a uma sessão de cinema. Com a adição do novo bolsista no último processo de seleção, Diogo Cunha (2004/02), o projeto ganhou fôlego olímpico. Em 2007, o Cinerama quer fazer da sua terceira geração também a definitiva. É claro que sessão vazia dá aflição. Imagino que, ao menos uma vez na vida, todos os grandes cineclubes já tenham passado por tamanho suplício. Como barulhinho de lixa. Giz no quadro-negro. Punheta no sofá da Hebe. Uma gracinha. Só que mais para quem faz do que para quem vê.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-4533977019609883798?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/4533977019609883798/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=4533977019609883798' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/4533977019609883798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/4533977019609883798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/02/matou-famlia-e-foi-ao-cinerama_8617.html' title='Matou a família e foi ao cinerama'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-8211839710108159440</id><published>2007-02-13T14:38:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T03:55:17.302-08:00</updated><title type='text'>Entendeu ou quer que eu desenhe?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RdI_ClaGIeI/AAAAAAAAAAc/Rv7X-cUVOUo/s1600-h/tirinha943.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RdI_ClaGIeI/AAAAAAAAAAc/Rv7X-cUVOUo/s320/tirinha943.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031153047360119266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-8211839710108159440?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/8211839710108159440/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=8211839710108159440' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/8211839710108159440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/8211839710108159440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/02/entendeu-ou-quer-que-eu-desenhe.html' title='Entendeu ou quer que eu desenhe?'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_aXMuWmlJUP0/RdI_ClaGIeI/AAAAAAAAAAc/Rv7X-cUVOUo/s72-c/tirinha943.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-117022655135682873</id><published>2007-01-30T22:53:00.000-08:00</published><updated>2007-01-30T22:55:51.376-08:00</updated><title type='text'>E ela se chamava</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Os cabelos continuavam os mesmos. Foi a primeira coisa que notou. Os cabelos e as botas. De couro. Vermelho. Todo o resto era diferente. A boca era diferente. Os ossinhos da clavícula. O tumor. Agora se chamava Carlos Alfonso, 39, não duraria. E como poderia? Já teve maiores. Mais velhos. Alguns malignos. Conhecia-a. Bem. Demais, até. Falamos sobre coisas sérias (fez careta) e tirei doce da criança. &lt;i&gt;Smoothly&lt;/i&gt;. O pobre diabo era eu. Tudo. O barulhinho do salto alto datilografando o chão. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Tec tec tec, tec. &lt;/span&gt;Tudo era diferente. O rebolado. Do rabo. Do cabelo (que era igual). Tinha os dois pés no chão. E pouco tempo fez, também duas mãos. Do rebolado. O rabo. Quarto 205. Pelo cabelo. O nome dela é Maria. Prazer, Maria.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-117022655135682873?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/117022655135682873/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=117022655135682873' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/117022655135682873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/117022655135682873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/01/e-ela-se-chamava.html' title='E ela se chamava'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116988487184597239</id><published>2007-01-27T00:00:00.001-08:00</published><updated>2007-01-27T00:01:11.846-08:00</updated><title type='text'>Ivan, o Terrível</title><content type='html'>No Rio, nove entre dez favelados são quinze. Palavra de Lessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116988487184597239?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116988487184597239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116988487184597239' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116988487184597239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116988487184597239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/01/ivan-o-terrvel_27.html' title='Ivan, o Terrível'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116875630364579188</id><published>2007-01-13T22:28:00.000-08:00</published><updated>2007-01-14T17:24:46.610-08:00</updated><title type='text'>Continua, ela disse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi expulso de casa e deu uma festa para comemorar. Chamou alguns amigos, juntou a cerveja e comprou o pó, mas sentiu que faltava alguma coisa. Ligou para a Ritinha. O dia era: terça de. Manhã. Férias. A cada acrobacia nas cordas vocais da garota, tornava-se mais e mais consciente disso. Provavelmente, ela estaria curtindo uma senhora ressaca no exato momento em que cogitava se era possível transmitir o foda-se para o outro lado da linha usando apenas o poder da mente e talco polvilho. Há momentos na vida em que tudo parece conspirar a seu favor. Nenhuma terça de manhã em plena férias jamais conseguiu se qualificar como um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ritinha. É o Paco.&lt;br /&gt;- Ahhhhifjskc...&lt;br /&gt;- Tá acordada? Escuta. A velha finalmente chutou meus córneos pra fora do apê e eu pensei num esqueminha pra celebrar, uma festinha, sei lá.&lt;br /&gt;- Afffjkcmnskmx...&lt;br /&gt;- Olha, preciso saber se sua mãe vai precisar do carro à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A louraça ajeitou a calcinha. No cu. E bocejou sono pra fora – se recompôs (na medida do possível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A única coisa que minha mãe precisa à noite é do Prozac dela.&lt;br /&gt;- Perfeito. Me pega às 19h?&lt;br /&gt;- Tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h07 ela já estava lá. Não era daquelas mulheres que atrasavam, tinham corrimento e discutiam a dívida externa do Djibuti. Não, a Ritinha era outra coisa. Não sabia falar com gente. Nunca soube. Assim como Godard, sempre foi fã de si mesma. Mas era muito mais gostosa. Além do mais, gostava de astrologia e de tudo a qualquer coisa dependia se Vênus isso ou Júpiter aquilo. De boquete na praia a triplo assassinato. Não entendia porra nenhuma de nada do que ela dizia e, quando riscaram Plutão do mapa, pensou, “menos um planeta de merda pra encher o meu saco”. &lt;em&gt;Eight to go&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pararam em frente à loja dos Mímicos Retardados do Alabama, três baianos, uma enfermeira maneta e quatro macacos adestrados. Pediram para falar com o gerente. Um cara gordo com uma pochete escrota, jogada pro lado e soterrada por banha, saiu de trás do balcão. Não era o gerente. Um anão belga se apresentou. Com um duplo twist carpado. Ainda não era o gerente. Um Mímico Retardado do Alabama enfim anunciou: eu sou o gerente. Não era o caso. Paco e Ritinha começaram a se irritar e saíram da loja. Contrataram um mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não que você se importe. Não que eu me importe. Não creio que ninguém no mundo se interesse pela minha história. E, Deus, tenho certeza que se tivesse optado pelas Escolhas Certas, o Carro Certo, a Foda Certa, o Emprego Certo, as coisas não seriam diferentes. Talvez seja aquela velha história do foda-se. Talvez algumas pessoas nasçam desgraçadas. Eu poderia estar roubando. Eu poderia estar pedindo. Mas eu estou aqui, fazendo mágica... e nem criança tem nessa porra. Só um bando de viadinhos chapados. Que porra é essa, afinal?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três pessoas assistiam ao espetáculo. Uma delas, paralíptica, colocada ali de sacanagem pelos amigos, alternava “seus filhas da puta!” com “me tirem daqui!”, e finalmente “foda-se, viver não vale a pena”. Não falou mais nada. O mágico anunciou seu próximo número, &lt;em&gt;Aquele em que a gilete corta meu pulso e eu tiro o pau da cartola&lt;/em&gt;. Ha-ha-ha, umas gordas riram mas Ritinha virou os olhos. Uma da matina e a festa já estava uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Legal, seu retardado. Contratou um mágico maníaco-depressivo.&lt;br /&gt;- E o que você queria?&lt;br /&gt;- Você só tem amigos escrotos. Você é escroto. Aposto que você e seus amigos escrotos se orgulhavam de passar as tardes fazendo campeonato de punheta com a foto da tua mãe e depois ligavam para a Globo e mandavam o Chacrinha tomar no cu. Eu vou embora.&lt;br /&gt;- Siga o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota olhou pra ele com algo próximo de Carinho Incondicional e Desprezo Absoluto Pela Raça Humana. Lá fora, as coisas não estavam melhores. A cerveja estava mais quente que o interior das calças do Michael Jackson no especial de fim de ano da Unicef. O mágico colocou a gola pra fora, o pau pra dentro. Uma das gordas vaiou. Outra delas se conteve com um uivinho de protesto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Odiava quando ela fazia essa cara. De quem entende melhor um húngaro narrando uma partida de críquete em latim arcaico do que aquelas palavras. Pousou a mão dela em cima do seu pau. Vôo rasante. Agora faltava pouco. Quase duro. Pronto para uma &lt;em&gt;standing ovation&lt;/em&gt;. Vai, Ritinha. Colabora, Ritinha. Assim, Ritinha. A festa estava só começando. peganomeupau, Pega. Seu toque era como se dissesse: &lt;em&gt;step aside, ladies, today this lad is all mine&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente não começou nada.&lt;br /&gt;- E se tivesse começado?&lt;br /&gt;- Então eu estaria terminando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eh, Ritinha, ah, Ritinha. E não adianta fazer balanço dos anteriores. Foram bons, foram ótimos, foram maravilhosos, foram superfantásticos. &lt;em&gt;Step aside, ladies&lt;/em&gt;. Olhem para ela. Olhou para mim. Riu e ri também mas ela o fez por último. Imaginei se no dia seguinte os jornais dariam destaque à &lt;em&gt;Incrível loura que foi embora para seguir seu coração&lt;/em&gt;, a imprensa é uma filha e uma puta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já o meu segui até o banheiro dos fundos, Playboy, página 17. Me fudi. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116875630364579188?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116875630364579188/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116875630364579188' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116875630364579188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116875630364579188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2007/01/continua-ela-disse.html' title='Continua, ela disse'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116250555398934454</id><published>2006-11-02T14:09:00.000-08:00</published><updated>2006-12-15T11:20:59.516-08:00</updated><title type='text'>A Hora e a Vez de Billy Nayer</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/american.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" height="253" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/american.jpg" width="219" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem por aí que a cidade de Nova York nunca dorme. Não duvido que, pra qualquer filme de Antonioni, ela abra uma exceção. Apesar de todo o oba-oba a respeito da competência do &lt;em&gt;signor&lt;/em&gt; do neo-realismo italiano, admito haver quem faça – e fale – melhor, o que pode ser comprovado numa das melhores entrevistas não lidas de todos os tempos, dada por Orson Welles ao (bem menos) célebre diretor Peter Bogdanovich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conversa, Welles, já um filho da puta de respeito na versão &lt;em&gt;bigger, larger and uncut&lt;/em&gt; dos seus anos finais, mete o pau em Godard, a trolha na nouvelle vague e respinga alguma coisa em toda essa &lt;em&gt;borogodagem intelequituau&lt;/em&gt; que, na dúvida, opta sempre pela consagração mais irritante – daí o nariz torcido do entrevistado para os 122 minutos mais esquecíveis de sua vida com um filme de Michelangelo. De botar pra fuder, não? Pois – nas palavras do próprio – a história é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dos motivos de eu me entediar tanto com Antonioni – aquela coisa de achar que uma boa tomada vai ficar melhor ainda se você continuar olhando para ela. Ele lhe dá um plano aberto de alguém andando pela rua, da cabeça aos pés. E você pensa: 'Bom, ele não vai levar essa mulher até o fim da rua'. Mas leva. Aí a mulher some e você continua olhando a rua depois de ela ter sumido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ter alguém do peso de Orson chamando de cuzão a darlinga de toda essa cambada que venera (quase sempre sem saber o porquê) tudo aquilo capaz de provocar a maior concentração de bocejos por metro quadrado desde o último relatório sexual de Rivers Cuomo é mais do que animador. É gozante. E se a essa altura seja bem provável que você deva estar se perguntando por que consumi quatro parágrafos dessa resenha sem tocar uma vez sequer no filme que abriu a lauda em primeiro lugar, adianto: as razões são múltiplas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque, mais do que uma obrigação, é sempre um prazer se valer de qualquer pretexto para incinerar o filme do italiano. A unanimidade, já dizia Nelson, é burra. Antonioni, por sua vez, é só chato. Não que o ritmo lento de suas obras seja a única coisa que me incomoda. Não é por aí. É pelo contrário. Eu aprecio Pasolini. Não me entediei com &lt;em&gt;Last Days&lt;/em&gt;. Transaria com a Sandy. Eu gosto de lento. Eu &lt;em&gt;curto&lt;/em&gt; lento. &lt;em&gt;The American Astronaut&lt;/em&gt;, apesar de musical, não é nenhum &lt;em&gt;Moulin Rouge&lt;/em&gt;, por exemplo: trocentas algumas-coisas pipocando na tela com o tipo de urgência que transfere o espectador à pele de um garoto de 14 anos pegando no seu primeiro peitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas tomam tempo – o quanto for necessário – para fazer sentido – e esse quase sempre é rigorosamente nenhum. Cenas absolutamente desconexas a uma simbologia ou a uma razão-de-ser criam uma aura niilista perita em passar a impressão de que, ao longo dos 91 minutos de filme, o diretor está tirando uma com a sua cara, e só. Se entrar no clima dele, beleza. &lt;em&gt;Rio Yeti&lt;/em&gt;, por exemplo, é uma das cenas mais geniais da história do cinema. Tudo é nonsense. Nada faz sentido. Ou não. Como nos melhores &lt;em&gt;Herzogues&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é nenhum aspirante à &lt;em&gt;Máquina Mortífera XVIII&lt;/em&gt;. As coisas não acontecem &lt;em&gt;tudoaomesmotempoagora&lt;/em&gt; e a câmera se sente livre para prolongar momentos que fariam qualquer editor de Hollywood arrancar os cabelos – do cara ao lado. &lt;em&gt;Aquela coisa de achar que uma boa tomada vai ficar melhor ainda se você continuar olhando para ela.&lt;/em&gt; Nosso filme, &lt;em&gt;as a matter of fact&lt;/em&gt;, tem cenas do gênero. Mas não 94 anos. E muito menos pretensão maior para elas. Basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o desconhecido Cory McAbee é &lt;em&gt;quase &lt;/em&gt;tudo o que Antonioni não é. A medida perfeita. E, exatamente por isso, seríssimo candidato à melhor coisa que ainda não aconteceu para o cinema desde 1887 (um ano antes do &lt;em&gt;booty shake contest&lt;/em&gt; rodado por Louis de Prince, que antecedeu os Lumière e se fundou como o primeiro feto prematuro da sétima arte). É uma pena – ou uma vantagem, sempre é incerto – que seja tão pouco conhecido, mesmo nos circuitos alternativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, de causar maior burburinho nos bastidores do palco alternativo, é verdade que &lt;em&gt;Astronaut&lt;/em&gt;, seu longa de estréia, passou longe. Por pouco. Exibido no Sundance de 2001, competiu com queridinhos que, para muitos, até hoje dizem respeito ao que há de mais di-vi-no no &lt;em&gt;übercult way of life&lt;/em&gt;, como&lt;em&gt; Memento&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Donnie Darko&lt;/em&gt;. Os três, aliás, comendo juntos da poeira da derrota levantada pelo vencedor nas categorias drama e diretor, &lt;em&gt;Hedwig and the Angry Inch&lt;/em&gt;, o badaladinho musicult esquisitofrênico de John Cameron Mitchell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;What the fuckelse is new? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há diversas formas de se começar uma crítica para &lt;em&gt;The American Astronaut&lt;/em&gt;. Umas delas é descrever (ou morrer tentanto) o sci-fi &lt;em&gt;spaghetti&lt;/em&gt; musical protagonizado por Samuel Curtis, um terráqueo contrabandista que recebe a missão de transportar um carregamento valiosíssimo para Vênus – um planeta habitado por toda uma raça de mulheres e um só homem para saciar seu apetite sexual: &lt;em&gt;The Boy Who Actually Saw a Woman’s Breast&lt;/em&gt;, garotão de 15 anos que serve de inspiração para os trabalhadores de um planeta onde o contato com o sexo oposto é tão inimaginável quanto uma lua de mel vitoriana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível, ainda, destacar o fabuloso trabalho da &lt;em&gt;Billy Nayer Show&lt;/em&gt;, banda do diretor Cory McAbee que assina os números musicais (que, à moda da &lt;em&gt;No Smoking Orchestra&lt;/em&gt; de Emir Kusturica, passa a refrescante impressão de algo enfim original por aí com performances como &lt;em&gt;Girl With the Vagina Made of Glass&lt;/em&gt;). Quem sabe apenas o fabuloso trabalho do diretor Cory McAbee – ele próprio uma espécie de &lt;em&gt;Orson Welles reloaded&lt;/em&gt;, um verdadeiro faz-tudo – e tudo bem pra carái – quando se trata da sua arte: escreve, produz, atua, dirige e traz (ou rouba) seu amor perdido em três dias, enfim, coisa pra caceta e do caceta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei escrever críticas. Nunca soube, sempre quis e tenho raiva de quem sabe. Sintetizar pensamento é foda – quatro laudas depois, you got the point. Mais foda ainda de se sintetizar, no entanto, é tudo aquilo que senti depois de trocênios alimentando a certeza de que cinema bom era isso aí, bom e enterrado no passado, enchendo as fuças de uísque com Welles, Leone e cia no bar mais capenga do Cemitério dos Fodões. Talvez &lt;em&gt;The American Astronaut &lt;/em&gt;não seja tudo isso. Mas pode ser, sem parecer força a barra para tanto. Ao contrário da maioria por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser &lt;em&gt;indie&lt;/em&gt; – de independente, na origem correta e largamente abandonada do termo – acaba sendo um triste pleonasmo para os freqüentadores de uma statusfera alternativa pouco original, sempre à espera de um messias (que descerá à Terra lendo Kant e ficando doidão de pó após uns belos tapinhas na bunda da Baby Spice) para registrar o que é cool ou não numa tábua de novos mandamentos, cujo único valor digno de mérito é servir de base para alinhar suas carreiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suponhamos que o &lt;em&gt;average indie film maker&lt;/em&gt; produza 19 filmes por ano. O mais perto que ele chegou de Jim Jarmusch foi devorando um McWenders na 4º mesa à esquerda na lanchonete bacana de Sundance. Não é de todo fácil ser Jim. Não basta mostrar a bunda pro sistema. Até porque entre mostrar e dar a diferença é pouca. Cory não é Jim, mas é tão bom quanto (hesito em dizer melhor, mas WTF?). Cory é Cory. Outro à parte. Da parte boa. Cory é &lt;em&gt;dos bons&lt;/em&gt;, doutor, pode confiar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116250555398934454?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116250555398934454/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116250555398934454' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116250555398934454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116250555398934454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/11/hora-e-vez-de-billy-nayer.html' title='A Hora e a Vez de Billy Nayer'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116250311471806340</id><published>2006-11-02T13:31:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T13:31:54.733-08:00</updated><title type='text'>Woke up desthinking of you</title><content type='html'>que papo mais neo-cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116250311471806340?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116250311471806340/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116250311471806340' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116250311471806340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116250311471806340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/11/woke-up-desthinking-of-you.html' title='Woke up desthinking of you'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116158476313194354</id><published>2006-10-22T23:20:00.000-07:00</published><updated>2006-11-19T15:43:10.186-08:00</updated><title type='text'>Introdução à História do Cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;( ou Tudo o que Você Nunca Quis Saber Sobre Cinema Europeu e Sempre Teve Coragem de Não Perguntar ) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro módulo na formação de um cinéfilo porém de suma importância para o resto do curso, uma vez que aqui se dará seu primeiro contato real com o mundo do cinema a partir de uma série de (re)flexões acadêmicas com as mais conceituadas escolas ôropéias de retaguarda audiovisual. Já na primeira aula, ensinar-se-á como o cinema europeu se debruçou nos clichês mais inusitados e nos lugares-comuns menos visitados para compor um repertório fílmico com um padrão altíssimo de qualidade intelectual e, de quebra, alçar nomes como John-Luke Godár e Frank Trufô à Imortalidade, um lugar especialmente agradável para quem está em dia com o aluguel e satisfeito com a cor de seu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caixeiro-viajante é outra personagem recorrente na cinematografia européia a ser radiografada por aqui: figuras muito populares em países altamente impopulares, eles imprimiram forte fascínio em toda uma geração de artistas, literatos e vendedores de enciclopédia. Suas histórias de vida já inspiraram tramas inesquecíveis da cinemateca européia, como os épicos “E o Correio Levou...” e “Minha Vida de Inseto”, ambos dirigidos por Alfred E. Newman, cineasta talentoso porém amargurado pela crescente suspeita de que sua mulher o traía com seu próprio eu lírico toda vez que ele saía para comprar alcachofras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já “Croach Fiction – Tempos de Correspondência” seja talvez o mais belo expoente do movimento retaguardista – que tem como principal conceito-fetiche o uso de guaxinins enraivecidos para o papel da mocinha do filme. O longa-metragem, de autoria de um jovem diretor tcheco que, curiosamente, passou todo o processo de produção do filme acreditando que estava de fato estabelecendo contato com o espírito de um indígena escandinavo que sofria de gases, foi filmado em pleno Morro dos Ventos Uivantes - point mais badalado dos alternativos desde de que se descobriu que o ar da Colina das Brisas Sibilantes só era próprio para algumas espécies de vidas mais prosaicas, como bactérias, arbustos e high schools americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, não seria a primeira vez, tampouco a única, que caixeiros-viajantes se transformariam em baratas, estudantes de comunicação ou na roupa de baixo de Lionel Richie nas mãos de grandes nomes da Europa. Muitos desses diretores, no entanto, acabariam impedidos de prosseguir sua carreira devido à contração de uma estranha doença durante as filmagens do musical Le Kafcafé, cujos principais sintomas consistem em sudorese, verborragia e na incapacidade de cantar parabéns sem se despir na frente da família do seu namorado (e vice-versa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo docente do curso não deixa margem de dúvida quanto à excelência de seus catedráticos, começando pelo próprio diretor do curso, Andrrré Bazãn, fundador do histórico Cahiers du Cinemá e peso-pesado do ramo em todos os sentidos: o pensador não só é dono de uma perícia cinematográfica sem igual, como também possui uma compleição física capaz de comportar cem gêmeas Olsen em cada perna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Air-Bargman, renomado cineasta e sociólogo dedicado ao estudo de hábitos culturais e marchinhas de carnaval suecas nas horas vagas, é o responsável pela cadeira de Sociologia, Hábitos Culturais e Marchinhas de Carnaval Suecas nas Horas Vagas. Infelizmente, o mais provável é que a turma perca a maior parte de sua fala por causa de um já lendário problema fonodiólogo, que faz com que ele só consiga lecionar suas aulas aos gritos e sussurros. (O que muitas pessoas julgam como mais intrigante na situação é o fato de sua audição ser, particularmente, bastante sensível, visto como toda vez que um aluno emite qualquer tipo de som da aula, ainda que para respirar ou recitar o refrão de I Will Survive em turco, ele imediatamente o xinga de Smultronstället e deixa a sala desabalado em ritmo de marcha atlética.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro cineasta que costumava dar as caras por lá era Roman Polanski, responsável pelo módulo sobre a decupagem de menores até que, numa inesperada e de fato irônica reviravolta, foi obrigado a abandonar a carreira por motivos de uma força menor de idade. É claro que muitos outros nomes importantes já circularam pelos corredores da faculdade, mas a verdade é que, desde a última grande crise entre Bazãn e seu sanduíche de carne, que se recusava a ser chamado de hamburguer pela nova geração de estudantes, grande parte deles se aposentou para ir à Hollywood filmar documentários sobre o acasalamento entre espécies completamente distintas do mundo do espetáculo, como estrelas de cinema e os Oscares de Melhor Efeito Especial e Edição de Som de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o fim do período, o aluno será levado a fazer uma série de descobertas que mudarão para sempre sua relação com a Sétima Arte - o que provocará muitos ciúmes na Terceira e na Quarta, mas um polegar levantado de “é isso aí!” por parte de todas as outras. Em primeiro lugar, verá que sua capacidade de citar toda a obra de Pasolini de trás para a frente e pulando numa perna só será paulatinamente aprimorada. O que no futuro, lhe renderá, rigorosamente, nenhum sexo e algumas bolinhas de papel numa roda de discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno passará da condição de iniciante para iniciado e conquistará o direito de desferir opiniões que, a partir de agora, serão consideradas válidas pela Academia, contato que respeitem as regras básicas de nunca deixar de falar mal do cinema hollywoodiano e a passarem manteiga nos sapatos de outros cinéfilos como prova de sua superioridade. Contudo, sem dúvida a maior lição que poderá ser aproveitada depois de um semestre de curso será a revelação de que a vida pode até ser curta, mas que um filme de Fellini &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt; o é. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;( Escrito em 16.04.05, vai, projeto deixa-disso: é bobonitinho, affê. )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116158476313194354?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116158476313194354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116158476313194354' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116158476313194354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116158476313194354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/10/introduo-histria-do-cinema.html' title='Introdução à História do Cinema'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-116072379352871824</id><published>2006-10-13T00:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-15T10:05:11.263-07:00</updated><title type='text'>The strange case of Dr. Gahlinger and Mr. High</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parto normal? Give my vagina a break.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Gahlinger disse quase tudo. Médico e escritor, publicou, em 2003, &lt;em&gt;Illegal Drugs&lt;/em&gt;, um livro em que defende o uso de drogas para doentes que lidem com dores de intensidade semelhante a sessões de karaokê com Cindy Lauper cantando Ron Coby. Dia. Após. Dia. O que, a priori, permitiria a pacientes sem histórico masô se aliviarem curtindo um teco ou esbofeteando a pantera. Em suma: pariu? Pelo cu? Segundo o doutor, qualquer mulher à beira de um ataque de fetos pode, com uma justa dose de LSD, deixar de se sentir como Maria Antonieta de Las Nieves dando à luz toda uma equipe da NBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fair enough? Tudo indica que sim. Muitas drogas de hoje já foram o remédio de ontem. Para endossar a premissa-mor de seu livro (a qual eu apóio com o mesmo fervor de um garoto de treze anos que vai à banca da esquina comprar sua primeira edição de &lt;em&gt;Evil Tits&lt;/em&gt;), Gahlinger lembra que a proibição das drogas, antes de ser uma máxima científica, é baseada na tradição. Para qualquer pessoa mais esclarecida, afirmar isso é quase senso comum (que já se desconfia ser meio chapado anyway).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque parece simples. E é mesmo. Para alguns séculos e outras tantas culturas, se o que o paciente precisasse para suavizar seu sofrimento era a mala-de-mão de Ozzy Osbourne , era isso o que ele conseguiria. Na era da Guerra Contra as Drogas, tudo mudou. Pra pior. Pois bem: imagine-se feliz. Chegue em casa, coma sua esposa e beije seu filho antes de dormir. Agora, adicione um câncer. Retal. Suas mãos tremem e não é da emoção em espiar sua vizinha fazendo ioga. Meses de hospital, DOR e gelatina. E quer saber? Comprimidos em tamanhos correspondentes a cada um dos Jackson Five não o farão se sentir fa fa fa far better, apesar do que a enfermeira gostosinha de E.R. ensinou pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado. Claro que é. Drogas podem ser legais no sentido “ei, vovô é gay!”, mas não no que concerne à lei. Há quem diga mais: a princípio, não há como impedir que uma reles enxaqueca faça com que o Natal chegue mais cedo na casa do Pete Doherty que existe dentro de cada um de nós. Você pode até falar, “ok, isso é aceitável”. Mas classificaria o leitor de “aceitável” uma performance de Fagner em collant e aramaico? Na verdade, o pensamento é simples: defina: dor. É complicado. Claro que é. Para um canceroso, por exemplo, não é uma questão de “se sentir dor”, mas de “quando sentir dor” – e isso é o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, para algumas pessoas (e inclua nesse grupo “todas elas”), nem sempre essa enfermidade é sinônimo de um glioblastoma multiforme de grau IV pressionando seu cérebro a confundir sua mulher com um chapéu. Tio Schops que o diga: viver dá câncer. Como um todo. Empresários gordões à espera de massagistas suecas estapeando sua bunda flácida ao som de um hit qualquer da Enya dá câncer. Faustão dá câncer. Moral dá câncer. Sofia Coppola dá câncer. Fuder dá câncer. Câncer e sífilis. Tudo é relativo. Ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois é precisamente aí que entra a tal da jurisprudência. Na hora de mandar para o saco uma retórica mais usada que sabonete de prisão pela indústria farmacêutica - controlada por poucos e porcos filhos da puta mais preocupados em inventar doenças novas e exóticas para embocar na população via supositório publicitário - o famoso “pau no cu do consumidor”. Se o argumento máximo para combater a legalização das drogas no caso de doenças é o de ser muitas vezes impossível saber se alguém não está sendo verdadeiro a respeito da sua condição apenas para facilitar seu acesso a substâncias ilícitas, ponho em pauta um ponto ainda mais válido ao meu ver: num mundo como o nosso, a sobriedade não é terminante: é terminal. Algumas coisas não entram na minha cabeça. Drogas, felizmente, não é uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-116072379352871824?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/116072379352871824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=116072379352871824' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116072379352871824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/116072379352871824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/10/strange-case-of-dr-gahlinger-and-mr.html' title='The strange case of Dr. Gahlinger and Mr. High'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-115968256698785877</id><published>2006-09-30T22:59:00.000-07:00</published><updated>2006-09-30T23:05:27.993-07:00</updated><title type='text'>Párfétt, capott, fuck it (hoje acordei meio retardatária)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje tudo o que só acontece comigo aconteceu comigo. Obviously. O Festival tá sendo um fracasso. So far e só vi 12 filmes. Parecia mais. Valia menos. Tá foda. E no duro que o comercial da pipoca japa deixa de ser lindo depois do sétimo filme. Enfim, é aquela velha história do foda-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um BTW: texto novo esta semana. Você liga? Thought so. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-115968256698785877?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/115968256698785877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=115968256698785877' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115968256698785877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115968256698785877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/09/prftt-capott-fuck-it-hoje-acordei-meio.html' title='Párfétt, capott, fuck it (hoje acordei meio retardatária)'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-115963565236805990</id><published>2006-09-30T09:56:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T08:59:11.213-07:00</updated><title type='text'>C'mon, woman! Be a man!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/tv_on_the_radio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/tv_on_the_radio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; TV On The Radio, alguém? Tô comprando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-115963565236805990?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/115963565236805990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=115963565236805990' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115963565236805990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115963565236805990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/09/cmon-woman-be-man.html' title='C&apos;mon, woman! Be a man!'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-115481181199174728</id><published>2006-08-05T14:00:00.000-07:00</published><updated>2006-08-05T14:03:32.006-07:00</updated><title type='text'>In te, Domine, speravi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Santa Maria Clara tinha nome e fama de Copacabana, mas desfilava há dezenove anos pelas bandas de Botafogo. Gostava do bairro. Da mesma forma como gostava de Derby mentolado, dar de quatro e bife à parmegiana. Saboreava a todos com igual prazer. As ruas cheias de gente. Às vezes, passeava por elas e comprava um sanduíche de queijo e presunto no botequim da Rua Paula Barreto, mas acomodava a maior parte do dia na cama. Tinha suas preferidas. Conhecia quase todas. Viver era uma questão de tempo, e Santa não perdia nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ponteiros a oeste quando conheceu Augusto Soares, uma tarde na Cobal. Forasteiro da Urca, das pernas grossas, fala macia. Ao longo da vida, se arrependeu de muitas coisas, e essa definitivamente era a melhor delas. O primeiro tapa foi também o último. Já os murros, como a história, gostavam de se repetir. O quanto pôde resistiu: comprou tempo e óculos escuros e nunca deixou de voltar. Duraram seis semanas. Morreu em segundos. Naquele dia, Santa limpou as mãos, a carteira e a alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela seria a primeira vez, mas por não ter medo de ninguém, ou por ter medo de todos, desejou que não fosse a última. Desde então, passava horas a fio na janela, sempre à procura de um novo Projeto de Vida. Quando virou vinte, encontrou sem procurar, na padaria da esquina. Ele morava a dois quarteirões e se chamou José, coisa que a garota nunca questionou. Preferia assim. Beberam todas as tardes e fuderam todas as noites até o dia em que ele se retirou de sua vida, levando o colar de dona Luzia Maria Clara e trinta reais em cima da mesinha do quarto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Botafogo acordou com um velho escroto que morreu no bar e Santa, com um sorriso no rosto. Morte era morte. Matada ou morrida. Não há nada a se lamentar quando se está diante dela. Não se tratava de justiça, disso passava longe. Por pouco. Todos os santos nasceram pecadores. Também os anões começaram pequenos. Da vida, nunca quis muito e recebia menos ainda. Conhecia-a bem demais para se importar com ela. Conhecia-se bem demais para se importar com qualquer coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Os policiais vieram numa tarde de abril.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-115481181199174728?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/115481181199174728/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=115481181199174728' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115481181199174728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115481181199174728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/08/in-te-domine-speravi.html' title='In te, Domine, speravi'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-115164519256839218</id><published>2006-06-29T22:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-16T22:16:14.220-07:00</updated><title type='text'>Seu nome era João e João só se fudia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;    Não que ele procurasse pelos problemas. Os problemas é que procuravam por ele. O rapaz, no entanto, não esquentava a cabeça. Nunca achou que o universo fosse o lugar mais apropriado para se nascer, mas não era como se não gostasse de estar ali. Porque João era um crédulo, e dos mais fervorosos. Sempre acreditou que havia algo de especial na Terra, pelo qual valia a pena viver por. Sexo e mulher. Sexo com mulher. Nos dias de sorte. Por mais simplória que fosse, a arte da existência definitivamente era a obra que mais o agradava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi uma matrona, a primeira puta que João comeu. Tinha sete vidas, cinco dentes e pelo menos algumas doenças venéreas. Uma matrona e também sua primeira mulher. Ele tinha dezesseis anos quando começou a se fuder justamente por fuder com os outros. Pouco tempo depois, ainda garoto, se resolveu por sempre olhar por onde andava. Não comia nada sem conferir o prazo de validade. Cada compota. Cada filé. Cada cu. Sua dívida com o decoro era eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os amigos logo recriminaram o xiitismo aplicado no dia-a-dia, mas João não salgou o cu doce. Se decidiu por ir ter com a vida sozinho. Sozinho e incorruptível. Viver era uma profissão de risco. Virou um guardião da boa causa e dos bons costumes. Se todo mundo tinha duas personalidades, por que usar a mais feia? Aos poucos, foi parando de dar o ar de sua desgraça nas cercanias. Passou a criar galinhas, e cabritos, e vergonha na cara. Recusava todos os convites para as festas da cidade. Em breve, sequer os receberia. Era um cara novo. Novo e durão. O mais durão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas João não era feliz assim. Se vegetariano, seu subconsciente mataria por um rosbife. Nenhuma punheta era capaz de satisfazer mais de uma cabeça ao mesmo tempo. Além disso, viver passou a ter tanta graça quanto uma trupe de 17 gordas fazendo hidroginástica: só divertia os espectadores. Todos da pequena cidade onde morava o tinham como um louco, um demente e um alucinado. Dia após dia besuntado pelo preconceito daqueles porcos simplórios por todo canto em que passava. O que só fazia João se afastar mais e mais à procura de algo que nunca soube exatamente o que era. Procurou independência, mas achou solidão, e também verrugas no saco. O Pau Mais Solitário do Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-115164519256839218?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/115164519256839218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=115164519256839218' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115164519256839218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/115164519256839218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/06/seu-nome-era-joo-e-joo-s-se-fudia.html' title='Seu nome era João e João só se fudia'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114814914641692541</id><published>2006-05-20T11:17:00.000-07:00</published><updated>2006-05-21T18:38:02.256-07:00</updated><title type='text'>Bon appétit</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Como acabaria aquela noite?&lt;/em&gt; Ela era que nem martini, seca, e, pior, custava mais caro. Decidiu encarar a patroa mesmo assim. Todo o desespero daquela noite denunciava um movimento perfeitamente coerente com sua vida sexual dos últimos meses: rigorosamente nenhuma. Afinal de contas, os eunucos tinham uma posição social interessante na Índia, mas uma posição social não é necessariamente uma posição sexual. Sexo. Talvez não lembrasse mais como era. Uma vez tentara andar de bicicleta depois de quinze anos sem arranhar o asfalto e se estrepara todo logo na primeira esquina. Ditados mentem. Dor no cu, não. Enfim, melhor deixar rolar. Não é como se não praticasse bastante em casa. No trabalho. Nunca tomou café na hora do break. Via a si mesmo como um cara que praticava medicina terapêutica quando fosse preciso. Além do mais, seu desespero tinha nome: ABSTINÊNCIA. Não podia deixar a garota perceber, caralho. A garota. Cabelos e olhos morenos, boquinha safada, dos lábios grossos. Os de baixo ainda a conferir. ASAP. ABSTINÊNCIA. Se chamava Maira e não era exatamente bonita, mas também não era como se estivesse em posição de negociar. Como se pudesse estalar os dedos e arranjar um ringue de lama para o casting de Baywatch tentar a sorte pelo seu número de telefone. Há muito tempo desistira de encontrar a Foda Ideal. Fazia sentido. Nove meses áridos na cama de um homem, não. Simples. Só precisava de uma boa noite de sexo e um restaurante fora da vizinhança. À sua frente, seu encontro continuava a encará-lo com lasers castanhos ao mesmo tempo que ajeitava as alças do sutiã e cambaleava para o toalete feminino a cada nova taça de vinho, Chardonnay 1968, melhor da casa (pediu o prato mais caro). Ela era irritante, mas ele não ligava. Fazia sentido. Ela se chamava Maira e falava sobre coisas da vida (sic) enquanto ele se graduava na arte de mentalizar a gostosinha do escritório no carrinho de sobremesas da mesa ao lado. Rollin’ like a river, baby. Sim, sim, toda aquela porra fazia sentido, muito sentido de fato! E daí que ela não era a mulher dos seus sonhos, ou melhor, a mulher dos sonhos de ninguém? Ajudava admitir que já havia comido piores no passado. Tudo bem que a sobriedade nunca esteve ao seu lado em horas como aquelas, mas nisso estava trabalhando desde o começo da noite. Nele e nela. Cinco taças de vinho e trabalho braçal no banco da praça era o mínimo que esperava. Ela custava caro. Ele pagava o que fosse. Naquela noite, até uma mulher como Maira parecia o banquete dos deuses. E era mesmo. Hoje o prato principal viria depois da conta, crianças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114814914641692541?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114814914641692541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114814914641692541' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114814914641692541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114814914641692541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/05/bon-apptit.html' title='Bon appétit'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114585106572865903</id><published>2006-04-23T20:57:00.000-07:00</published><updated>2006-04-23T21:05:43.960-07:00</updated><title type='text'>Was Romeo really a jerk...</title><content type='html'>... and Juliet actually a bitch?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que Scott Walker &lt;a href="http://www.leoslyrics.com/listlyrics.php;jsessionid=FFFB6071238024BA6E1BFB00B8971146?hid=j6evORrk1O0%3D"&gt;disse tudo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114585106572865903?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114585106572865903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114585106572865903' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114585106572865903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114585106572865903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/04/was-romeo-really-jerk.html' title='Was Romeo really a jerk...'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114393317686610311</id><published>2006-04-01T14:57:00.000-08:00</published><updated>2006-04-02T22:58:45.296-07:00</updated><title type='text'>"Jean-Luke... I'm your father!"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ou “&lt;strong&gt;Trufô no cu de Godár é Lola&lt;/strong&gt;” (Países Baixos, 2006). Direção de Danny DeVito. Estrelando &lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img.terra.com.br/i/2004/01/22/101886_ga.jpg&amp;imgrefurl=http://exclusivo.terra.com.br/galerias/foto/0,,OI7598-EI2406-FI101886,00.html&amp;amp;amp;amp;amp;h=300&amp;w=197&amp;amp;sz=14&amp;tbnid=cnIIeMjtOOqJLM:&amp;amp;amp;amp;amp;tbnh=111&amp;tbnw=72&amp;amp;hl=pt-BR&amp;start=2&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dmatheus%2Bnatchergaele%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DG"&gt;Matheus Natchergaele&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.spookyempire.com/screamfest_convention_2005/images/verne_troyer.jpg"&gt;Verne Troyer&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.gonemovies.com/WWW/Drama/Drama/StradaGelsominaTrommel.jpg"&gt;Giulietta Masina&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cifraclub.terra.com.br/cifras/temas-de-tv/et-rodolfo-danca-do-et-stgkt.html"&gt;ET&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.pathguy.com/lectures/toulouse_lautrec.jpg"&gt;Toulouse-Lautrec&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.washingtonhispanic.com/Passissues/paper1_28_5/images/espectaculos/chilindrina.jpg"&gt;María Antonieta de Las Nieves&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://memoriaviva.digi.com.br/otelo/otelofog.gif"&gt;Grande Otelo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=816785"&gt;Carolina Pavanelli &lt;/a&gt;e Pequeno Elenco. Nos anos 60, estudantes de cinema verticalmente prejudicados da Ôropa constróem uma máquina do tempo a partir de um ambicioso experimento envolvendo conceitos de tempo, espaço e macarena ídiche. Decididos a desafiar a prisão temporal em busca do filme perfeito, começam uma jornada sensacional pela história do cinema mas, por motivos de força menor, calham de cair no apartamento do herdeiro biba de Jean-Luke Godár, que a essa altura passava as tardes em seu apartamento tricotando papel higiênico e assustando vizinhos e fãs ocasionais com uma interpretação mocoronga de Ferris Bueller, &lt;em&gt;contra-plongé&lt;/em&gt;, bengala de fora. Acomodado na sala de Lola Godár, filhota queima-rosca do então ícone mor da &lt;em&gt;cinémathèque française&lt;/em&gt;, o grupo vai pouco a pouco reconfigurando seu olhar sobre o fazer cinematográfico a partir da apresentação de correntes surgidas nas décadas posteriores aos banbanbans da nouvelle-vague. Com Lola, os estudantes aprenderão que é possível descer do salto e ainda assim estar à altura do tamanho do documento de gigantes do &lt;em&gt;cinèma&lt;/em&gt;. Passando por obras-primas do Cinema de Retaguarda, como a pérola &lt;em&gt;O Demônio dá onze horas&lt;/em&gt;, até a reeleitura cartesiana proposta pelo manifesto revolucionário &lt;em&gt;O discurso do méto tudo mermo, e daí?&lt;/em&gt;, dedicado a discutir se a extensão da res cogitans de um cineasta faz ou não diferença afinal de contas, os viajantes do tempo terão sua visão de mundo e outros pontos do seu ser alargados após a experiência de inestimável valor fálico. Um clássico para baixinhos de todas as idades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114393317686610311?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114393317686610311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114393317686610311' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114393317686610311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114393317686610311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/04/jean-luke-im-your-father.html' title='&quot;Jean-Luke... I&apos;m your father!&quot;'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114325292931218385</id><published>2006-03-24T18:12:00.000-08:00</published><updated>2006-03-26T14:40:14.746-08:00</updated><title type='text'>The one where Cinderela gets high</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Jantou meio pacote de Camel, vestiu a melhor calcinha (preta) e saiu pelas portas do castelo para nunca mais voltar. Era Leary na veia, &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=317041"&gt;ha-ha&lt;/a&gt;, ela tava numa boa, numa marola que só na onda do ácido, uma parada maneira que a Bela Entorpecida havia repassado na noite anterior. Esse era dos fortes, uia, os efeitos apareciam sem convite e não demorou muito para que todos os convidados do baile virassem a bunda da rainha Eliza Béti, a Feia discursando sobre o tipo de bagulho que afinal deixara o Príncipe tão Encantado, merda merda merda de droga barata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E puta meu, só com meiota e já estava &lt;em&gt;über high&lt;/em&gt; naquela noite. Agora tanto fazia. Mais meia hora e começaria a ouvir tudo quanto é tipo de merda em óffi (na certa um sósia vocal do Armandinho, aquele babaca) com ratos falantes que a aconselhariam a partir por aí antes que sua alma se resolvesse por sair do corpo para dar um telefonema. Enfim, um ponto eles tinham, podia ser uma boa e smack smack, distribuiu dois beijinhos nas amigas e cambaleou um pouco pelas ruas do reinado até o primeiro beco, onde topou com a hippie doidona da Rapunzelda. Resolveu parar pra levar um papinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas se olharam, trinta segundos de silêncio, o que não é nada para um viciado (“o tempo não existe, no duro!”). Rapunzelda fez uma pausa significativa, passou a mão pelas longas madeixas e acendeu um baseadinho da paz. Respirou fundo e, com a mão pousada no ombro da garota, confessou-lhe uma cousa que só ela e o Grilo Fumante sabiam: Cinderela era uma personagem de ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem partiu desabalada com a notícia e, como se não bastasse, sentindo os efeitos do ácido martelando em cada pedacinho do seu corpo, como se todas as suas células tivessem topado um campeonato de ula-ula tirolês e estivessem agora a caminho da finalíssima, Honolulu, 2006. Sentiu vontade de morrer. Sentiu vontade de matar. Engarrafada na via das dúvidas, decidiu-se por voltar e dar um tapa no bagulho de Rapunzelda; aquela história precisava ser esclarecida, enfim. Agora. Seu mundo estava destruído, sua verdade, nua (ou essa era ela?) e pensando bem, seria a realidade tão terrível? Não, não se você estivesse apropriadamente vestida para ela. Coisa que não estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) foda-se, foda-me, sentiu de vontade de perder a linha, o novelo, de perder um tapete voador inteiro para esquecer aquela merda. Um, dois tragos mais tarde e deu &lt;em&gt;adieu adieu&lt;/em&gt; para a hippie chapada. Decidiu partir pra sempre: &lt;em&gt;hasta la vista&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;baby&lt;/em&gt;, era isso. Precisava encontrar o &lt;strong&gt;Sentido da Vida&lt;/strong&gt;, contado com bonequinhos de Playmobil, trilha sonora &lt;em&gt;by&lt;/em&gt; Wander Wildner e o caralho. Entrou no bar no melhor estilo faroeste e mirou sua primeira vítima à moda Robocop, &lt;em&gt;tu tu tu&lt;/em&gt;, macho, &lt;em&gt;tu tu tu&lt;/em&gt;, 28, &lt;em&gt;tu tu tu&lt;/em&gt;, no balcão, o coitado: cabelos desgrenhados, olhar de louco e um enorme cartaz que dizia CHIFRADO, basicamente. Mas negou colo e fumo, o puto. Não gostava da fruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viado do tipo não-mulher? Mesmo?&lt;br /&gt;- Ha, ha. É, er, desconfio que sim.&lt;br /&gt;- Nem aos domingos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu vontade de mandar enfiar a porra do cartaz num lugar onde o sol não bate mas refreou, papo manso. Conversaram a noite toda, se deram bem. Decidiram fazer um fedelho (dividiriam meio-a-meio) na noite seguinte e o primeiro choro seria o código para o ataque das Panteras. Hoje ele se chama Armandinho, aquele babaca. A cara do pai.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114325292931218385?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114325292931218385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114325292931218385' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114325292931218385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114325292931218385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/03/one-where-cinderela-gets-high.html' title='The one where Cinderela gets high'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114246943476307015</id><published>2006-03-15T16:26:00.000-08:00</published><updated>2006-03-15T16:37:14.786-08:00</updated><title type='text'>Uma nação contra Hitler</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Leitura dinâmica, fazendo favor. O texto é longo e a paciência é curta. Mais do mesmo &lt;a href="http://www.eco.ufrj.br/pet/cinerama"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2006 foi um ano politicamente correto para a Academia. &lt;em&gt;Uma mulher contra Hitler&lt;/em&gt;, o strudel alemão  que disputou o Oscar de melhor filme estrangeiro contra o vencedor &lt;em&gt;Tsotsi&lt;/em&gt; e o supramencionado &lt;em&gt;Paradise now&lt;/em&gt;, foi só um dos vários nomes da noite que vestiram a camisa política nos corredores do Teatro Kodak. De Clooney a Clooney, com o regular &lt;em&gt;Syriana&lt;/em&gt; e o ótimo &lt;em&gt;Boa noite e boa sorte&lt;/em&gt;, ao (pálido) debate racial em &lt;em&gt;Crash &lt;/em&gt;e à bandeira levantada do orgulho gay em &lt;em&gt;Capote&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt;, o clima em geral era favorável à &lt;em&gt;débâcle&lt;/em&gt; do festival de ortodoxia usualmente oferecido pelo então conservador júri da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quanto à &lt;em&gt;amazing disgrace&lt;/em&gt; que tematizou a politizada cerimônia desse ano, o longa-metragem de Marc Rothemund se encaixa impecavelmente no perfil. A partir dos cinco últimos dias da vida de Sophie Scholl (Julie Jentsch), uma jovem alemã que foi presa, condenada e julgada à morte junto ao irmão e um amigo durante o breve período por sua participação em um movimento de resistência ao Terceiro Reich, o diretor traz de volta às telas toda a amargura de um país que até hoje luta para fazer as pazes com, ou melhor, pelo seu passado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente de oposição formada por estudantes em plena II Guerra Mundial, o Weisse Rose – ou Rosa Branca – sucumbiu às garras da águia nazista com o episódio o qual o filme se propõe a (re)contar, em que os irmãos Scholl são apreendidos na Universidade de Munique após espalharem por suas instalações cartas que questionavam “a brilhante estratégia de nosso führer” em persistir numa guerra cujo final da estória,  predito por capítulos sangrentos como Stalingrado, era a derrota iminente. Jogados 1943 – ano em que a sorte do conflito começou a contornar em prol dos Aliados -, e à luz da história já revista, a avaliação dos jovens parece óbvia. O problema é que era mesmo. O que ainda assim, como bem se sabe,  não impediu, às custas de milhões de vidas – de ambos os lados -, que o Terceiro Reich só pontuasse o final dessa guerra dois anos mais tarde, com uma bala para Hitler e uma segunda derrota em menos de trinta anos para a Alemanha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão de Rothemund, no entanto, parece estar mais no presente do que no passado. Com a nuvem do trauma nacional-socialista dissipando-se pouco a pouco com o passar dos anos, volta e meia uma nova leva de produções na cinematografia mundial chega, com direito a choque elétrico e o caralho, para enfim apertar a mão que balançou o berço nazista da Europa de meados do século XX. &lt;em&gt;Uma mulher contra Hitler&lt;/em&gt;, nesse sentido, é mais uma peça de expiação da culpa por parte da juventude contemporânea alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com passaporte em mãos, o desejo é uno: sair por fim e de uma vez por todas do purgatório o qual a velha guarda alemã, o vovô Fritz, toda uma nação hipnotizada pela oratória fascista de Hitler reservou às futuras gerações para uma estada forçada. Com um peso do tamanho do holocausto para escusar de seus ombros, a tarefa não é fácil. É colossal. Filmes como &lt;em&gt;A queda&lt;/em&gt; e mesmo &lt;em&gt;Os produtores&lt;/em&gt;, refilmagem em &lt;em&gt;Broadway style&lt;/em&gt; de Primavera para Hitler (uma parceria clássica de Mel Brooks e Zero Mostel) parecem, contudo, dispostos a comprar essa briga. Cenas como o &lt;em&gt;führer &lt;/em&gt;chorando como menininha ou como  destaque em avenida na gay parade nacional-socialista são evidências notáveis nessa direção. Os tempos, definitivamente, estão mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nada carregado com o ar denso, prolongaaaaado que se esperaria respirar numa atmosfera tão pesada quanto a que envolve uma nação ainda despreparada a sentar-se no divã e alijar os traumas deixados pelos seus antepassados – &lt;em&gt;o mesmo sangue! correndo pelas suas veias!&lt;/em&gt;  - ao invés de ir ao confessionário penitenciar-se por um pecado que não cometou. Pois esse parece ser o pique da nova geração alemã. Seja ao retratar um Hitler humanizado n’&lt;em&gt;A queda&lt;/em&gt;, seja ao insistir em bater na mesma tecla para escrever uma estória onde nem todas as personagens resumiram a personificação do Mal maiúsculo e que algumas, imagine!, ousaram inclusive se opôr ao regime hitlerista, a idéia em pauta não é perdoar, mas olhar para trás pela perspectiva dos vencidos, no lugar apenas daquela dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a ordem do dia, cada vez mais, é pôr em quarentena a mais contagiosa necessidade de autoflagelo para provar que só chora pelo leite derramado quem gosta de coalhada. É claro que os nazistas eram malvadões. Ninguém está aqui para contrariar isso, muito menos Marc Rothemund: em contrapartida ao Hitler de Bruno Ganz, que conseguia encaixar em sua agenda alguns espasmos de humanidade entre pular fogueira com Nero e o chá das cinco com o Capeta, o nazista de Uma mulher contra Hitler veste uma carapuça feita à medida exata para acentuar a vilania esperada do mau elemento que é. Mostra os dentes, dá chilique, bate os pés. Um verdadeiro show de intransigência, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não deixa de ser, nesse aspecto, o ponto fraco do filme. Sophie Scholl representa uma espécie de Joana D’Arc sabor chucrute, chegando a recrutar nada menos que a justiça divina para alterar o pino de rotação do Eixo do Mal. “Podem nos julgar agora, mas amanhã serão vocês a estarem no nosso lugar,” como profetiza a candidata à Miss Mártir 1943. Uma pena. Sem esse quinhão de maniqueísmo, a história só teria a ganhar.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como carro-chefe da película, o mérito, ou pelo menos o mote do filme é mostrar que não, senhor, nem toda a Alemanha cruzou os braços e foi jogar bridge enquanto Hitler brincava de dominar o mundo. Hannah Arendt já disse que, muito provavelmente, estando no mesmo lugar e hora errados, qualquer ser humano consentiria com a via-crúcis nazista com a mesma naturalidade que um Hans e uma Frau o fizeram durante o Terceiro Reich. Ou seja, pensar em um gene germânico vestindo a camisa do Mal, estipulando a vocação de um povo à vilania, é simplesmente ridículo. Da mesma forma, e é aqui onde o trabalho de Marc Rothemund esbarra com sua raison d’être, trazer à tona a história do Rosa Branca é uma forma de oferecer evidências ao tribunal histórico que mesmo o “abjeto povo alemão” postou, na medida do possível e do impossível, resistência aos planos megalomaníacos de seu &lt;em&gt;führer&lt;/em&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o filme começa arejando ares de thriller político, com cenas tensas onde Sophie e o irmão colocam a operação em ação numa verdadeira batalha contra o tempo, essa adrenalina inicial – de sutil parentesco hollywoodiano - logo se esvai para dar espaço a uma sempre bem vinda trama psicológica, quando Sophie é interrogada por Robert Mohr (Gerald Alexander Held), integrante da polícia de Adolf Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem duplos twists carpados mirabolantes no roteiro, que fique claro. E nem precisa. O diálogo travado entre a jovem idealista e o oficial nazista é, na verdade, e acima de tudo, um embate ideológico. E uma guerra antes de tudo travada em palavras, artilharia tão ou mais mortífera que as bombas que devastaram a Europa daqueles dias. Amparada por sólida atuação da dupla de atores, estas são indubitavelmente as melhores cenas do filme, capazes de levar qualquer espectador a desejar entrar ele mesmo na tela e sacudir Mohr pelo colarinho até que sua máscara de inflexibilidade caia película abaixo (embora a oscilação do interrogador quanto à  validade do ideário nazista seja evidenciada em mais de uma parte do filme – o que não o impede, entretanto, de assegurar que o próximo passo do trio de militantes seja em direção ao corredor da morte). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophie Scholl, durante todo o interrogatório, é uma amazona. Mente e manipula com facilidade notável em defesa de sua causa e também para defender a identidade dos outros componentes do movimento de resistência pacífica. (O único momento em que se permite fraquejar é quando está sozinha em frente ao espelho, após tornar-se nítido que todas suas tentativas de driblar a inteligência nazista se revelaram vãs – uma das cenas mais reveladoras do filme.) No resto do tempo, sua dissimulação esculpi um caráter que, mais que uma montanha, é uma verdadeira cordilheira de gelo. Fria, inabalável, obstinada. Tudo em prol daquele tipo de paixão que só um idealista old school nutre por uma causa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força da personagem, todavia, deve a maior parte do crédito à atuação de sua atriz. E nesse sentido, com pouco ou nenhum tropeço, a conclusão é invariavelmente a mesma para o lado de cá da platéia: Julia Jentsch, mais conhecida pela sua participação no oba-oba juvenil de Hans Weingartner, &lt;em&gt;Edukators&lt;/em&gt; (uma espécie de bíblia cinematográfica para a &lt;em&gt;Che generation&lt;/em&gt; dos tempos coevos), amadureceu.  Com louvor. Sua interpretação para Sophie Scholl é tão sólida quanto as convicções da personagem, tornando a fé do espectador no idealismo da jovem quase que uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma mulher contra Hitler&lt;/em&gt; tem suas falhas, e não são poucas. A câmera é um tanto burocrática. Os sentimentos do espectador, por ora manipulados. Não duvide ainda que alguns irão questionar se a escolha de enfocar a história de Sophie somente, ao invés dos três militantes executados naquela noite de fevereiro de 1943, pode carregar algo de apelo feminista franqueado, visto como os atos de bravura realizados por Sophie não são mais instigantes do que, por exemplo, aqueles de seu irmão. Mas não faz mal. Pesando os prós e os contras do filme, a balança é simpática à causa de Rothemund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o sacrifício de Sophie Scholl foi em vão? Não a esquecer, mas deixá-la para trás junto com todo o panorama que levou à morte da militante é justamente o divórcio entre passado e presente pleiteado por uma nação que legou a mais maldita de todas as heranças. A incompatibilidade de gênios entre a atual Alemanha e aquela de Adolf Hitler é, afinal, a idéia entalada na garganta de toda uma geração.   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114246943476307015?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114246943476307015/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114246943476307015' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114246943476307015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114246943476307015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/03/uma-nao-contra-hitler.html' title='Uma nação contra Hitler'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114084402412781193</id><published>2006-02-24T20:07:00.000-08:00</published><updated>2006-02-24T21:55:51.936-08:00</updated><title type='text'>É impressão minha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ou a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0388795/"&gt;Chapada dos Viadeiros&lt;/a&gt; leva mesmo o Carecão de Ouro pra cama esse ano? O tema até rendia, mas o filme é ruim paca. Sou mais a &lt;a href="http://i.a.cnn.net/cnn/2005/SHOWBIZ/Movies/10/11/hoffman.capote/story.hoffman.capote.jpg"&gt;Tiffany&lt;/a&gt; ou o &lt;a href="http://www.filmmakermagazine.com/blog/uploaded_images/good%20night%20and%20good%20luck%20for%20web-714781.jpg"&gt;Dr. Ross&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/103652__brokeback_l.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Ai, ai, ai, fofo. Monta o meu que eu monto o seu, vai. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114084402412781193?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114084402412781193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114084402412781193' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114084402412781193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114084402412781193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/impresso-minha.html' title='É impressão minha'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114042503750188141</id><published>2006-02-19T23:57:00.000-08:00</published><updated>2006-02-20T14:33:24.893-08:00</updated><title type='text'>Dois filhos de Friedricho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E dessa vez, meu amigo, amigo meu, Caretano Seboso se hospedou na casa do caralho: com o devido despeito, mas ninguém mais quer saber de filosofar em alemão. Pois uma temporada fundindo a cuca com os livros de Nitchi, o bigode mais proeminente da filosofia germênica, foi suficiente para que Hansel e Gretel, meus dois neurônios alemães, pedissem arrego e se resolvessem por ir tirar umas férias em terras blogueirais - onde sairiam à procura de formas mais simples e diretas de passar o recado deste que é um verdadeiro titã da cultura bigoduda ocidental. Aterrissados em solo tangerínico, encontraram enfim a perfeita kitschinette virtual para acomodar toda uma bookaria especializada em &lt;em&gt;Philosophy for Dummies&lt;/em&gt;: onde os fascículos são introduzidos (mas com gentileza, rapazes, com gentileza) por um prelúdio de Cid Chateira e acompanhados por uma bela tangerinada na testa do leitor, cortesia da casa. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer mais? Quem comprar a coleção inteira de uma só vez ainda ganha o direito de receber em casa um devedê exclusivo da turnê de estréia de Ranço &amp;amp; Gretchen, a dupla sertaneja que mantêm a peteca nietzschiniana no ar com sucessos instantâneos como “Assim falou Zaccarias”, “The knights who say Ni... tchhhiii” (um espetacular show de sonoplastia garantido pela abertura em pleno palco e na hora agá de uma latinha de &lt;em&gt;Leibeerniz&lt;/em&gt;, a única cerveja que te leva verdadeiramente ao melhor dos mundos possíveis) e, &lt;em&gt;last but not least&lt;/em&gt;, um cover arrebatador de “Eterno Retorno”, onde o &lt;a href="http://robertocarlos.globo.com/site.html"&gt;Supremo&lt;/a&gt; &lt;em&gt;himself&lt;/em&gt; dá uma palhinha e enraba um garboso &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;volteeeeei, voltei para ficar&lt;/em&gt; na estrofe final. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Porcaquiiiiii, caqui é o seu lugar também ora pois então, &lt;em&gt;you! hypocrite lecteur! – mon senblable, - mon frère&lt;/em&gt;! Chegue-pra-lá com a cafonice da intelequituaulidade sem contudo lançar-se à deriva no mar da ignorância. Com o devido despeito, o devido despeito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114042503750188141?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114042503750188141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114042503750188141' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114042503750188141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114042503750188141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/dois-filhos-de-friedricho.html' title='Dois filhos de Friedricho'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-114020042567735236</id><published>2006-02-17T10:17:00.000-08:00</published><updated>2006-02-17T10:26:14.886-08:00</updated><title type='text'>Nove canções</title><content type='html'>:: Almost Crimes – Broken Social Scene&lt;br /&gt;:: Black Saint and the Sinner Lady, The – Charles Mingus&lt;br /&gt;:: Candyland – Cocorosie&lt;br /&gt;:: Jackie – Scott Walker&lt;br /&gt;:: Limehouse Blues – Django Reinhardt&lt;br /&gt;:: Sing Sing Sing – Benny Goodman&lt;br /&gt;:: Suicide is Painless – Manic Street Preachers&lt;br /&gt;:: Take Your Carriage and Shove It – Belle &amp; Sebastian&lt;br /&gt;:: Unza Unza Time – Emir Kusturica and the No Smoking Band&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-114020042567735236?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/114020042567735236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=114020042567735236' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114020042567735236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/114020042567735236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/nove-canes.html' title='Nove canções'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113995698603599393</id><published>2006-02-14T14:31:00.000-08:00</published><updated>2006-02-15T19:49:04.233-08:00</updated><title type='text'>Dá-lhe uma, dá-lhe duas, dá-lhe vinte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/gweralsdo.0.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 121px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" height="271" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/gweralsdo.jpg" width="187" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"O que eu toco? Ah, eu toco muitas coisas..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deu n’&lt;em&gt;O Grobo&lt;/em&gt;, dia desses. Freqüentadores assíduos da Limbolândia musical, os rapazes do &lt;em&gt;Rebelde Sem Calça&lt;/em&gt; conseguiram entrar pela porta da frente do mundo pop depois de anos adentrando algumas portas de trás de caras e coroas do ramo. Após uma pitada de sal boliviano na sua carreira, a banda, liderada por Géraldji Thomas no Cu - também conhecido como o verdadeiro Bundinha do meio musical -, passou a incendiar os palcos mundiais com a performance bunda-leleística do hit &lt;em&gt;Samba-canção Não Esconde o Refrão&lt;/em&gt; e já anuncia o lançamento de seu mais novo single, &lt;em&gt;Tum-tchi-tum-tchi-tum-trrrr-pá&lt;/em&gt;, desde já caído no gosto de soletradores de todo Brasil. Para comemorar o recente suséquiço mais as duas décadas do &lt;em&gt;Rebelde Sem Calça&lt;/em&gt; enfiando (opa, opa) o pé na jaca e na estrada, Géraldji, em entrevista para o jornal carioca, noticiou em primeira mão o lançamento das faixas &lt;em&gt;O Pródigo Dá pra Vinti&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Pica dos Vinte Ânus&lt;/em&gt; para a segunda quinzena de fevereiro - “quando os bofes todos caem de quatro com a gripe aviária e soltam a franga no Carnaval”, explica o aspirante a rockstar. Segundo a revista &lt;em&gt;Rolling With a Stone&lt;/em&gt;, “uma banda para ficar nos anais da história da música”. Um verdadeiro desbunde. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113995698603599393?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113995698603599393/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113995698603599393' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113995698603599393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113995698603599393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/d-lhe-uma-d-lhe-duas-d-lhe-vinte.html' title='Dá-lhe uma, dá-lhe duas, dá-lhe vinte'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113981462482997550</id><published>2006-02-12T22:52:00.000-08:00</published><updated>2006-02-14T19:09:40.603-08:00</updated><title type='text'>Junebug me</title><content type='html'>Um filme que ninguém viu, pois então. Fiz à toa. &lt;em&gt;Don't b&lt;/em&gt;&lt;em&gt;other&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" height="379" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/400/poster1.0.jpg" width="255" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Difícil encontrar voz discordante: &lt;em&gt;Junebug&lt;/em&gt; é indie da cabeça - coberta com os penteados minuciosamente desgrenhados – aos pés - calçados no velho all-star surrado. Em &lt;em&gt;Sundance mode: on&lt;/em&gt; durante os 107 minutos de película e com trilha sonora assinada por um memorável trabalho da veterana &lt;em&gt;Yo La Tengo&lt;/em&gt; (banda íntima do círculo alternativo), a &lt;em&gt;première&lt;/em&gt; em longa-metragem do diretor Phil Morrison tem como mérito, ainda, possuir um algo-a-mais que o &lt;em&gt;cheap look&lt;/em&gt; já carimbado do cinema independente &lt;em&gt;made in USA&lt;/em&gt;. Uma vantagem que, no páreo final, revela-se responsável por fazer o filme disparar à dianteira como um dos mais autênticos e (portanto) melhores retratos da &lt;em&gt;América como ela é&lt;/em&gt; dos últimos anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sintonia afinada com o roteirista Angus McLachlan e à procura dos Estados Unidos da Outra América, Morrison carrega a história para os confins mais provincianos da Carolina do Norte quando Madeleine (uma afiada Embeth Davidtz), &lt;em&gt;habituée&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;cosmopolitan way of life&lt;/em&gt; da cidade grande, passa pelo teste de fogo de conhecer a família do marido, George (Alessandro Nivola), um &lt;em&gt;golden boy&lt;/em&gt; do Sul relativamente despido da mentalidade interiorana. Uma experiência que melhor cairia como sabatina, e que não a deixará imune às queimaduras geradas pelas faíscas mais do que esperadas com a colisão de dois mundos completamente distintos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história abre. Logo, acompanhamos a jovem &lt;em&gt;marchande&lt;/em&gt;, lado a lado a George - com quem casou semanas? dias? instantes? após conhecê-lo num ímpeto de paixão - percorrer a trilha caipira do país em busca de David Wark (Frank Hoyt Taylor), um artista plástico que ventila ares marginais com suas pinturas de pênis gigantes e escravos de rosto branco. (“É que eu nunca vi um negro na minha vida. Então, eu ponho neles o rosto das pessoas que mais gosto.”) Se há ironia na explicação de sua obra? Difícil dizer. Wark, à moda vanguardista, não parece dotado ou com a vontade ou com a capacidade – quiçá ambos – de se fazer claro para o mundo exterior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez próximo à região em que cresceu, George deixa seu pensamento escapar em voz alta na forma de uma proposta: e por que não levar a esposa para apresentar ao que, anos mais tarde à sua partida, aprendera a ver como lar, amargo lar? Se Madeleine se mostra pronta a conquistar o coração da família, descobre logo, no entanto, que simpatia não é quase amor no final da contas. Recebida pela casa com uma hostilidade &lt;em&gt;barely covered&lt;/em&gt; por uma roupagem de polidez, não demora para perceber que deverá duplicar as doses de tempo e esforço – e triplicar a de paciência – caso ainda queira lutar por um lugar cativo no coração dos pais e irmão do esposo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, a única pessoa a acolher Madeleine com braços abertos e sem dar segundos pensamentos é Ashley (Amy Adams), uma típica garota do interior cuja personalidade é feita a tal ponto de açúcar que o espectador – junto à jovem &lt;em&gt;marchande &lt;/em&gt;- vê-se mais de uma vez às voltas com um par ou ímpar mental entre nutrir irritância deliberada ou simpatia irrefreável frente à doçura aspartame – e ao desespero, o que pode por vezes soar redundante - da mulher grávida de Johnny (Benjamim McKenzie), o irmão caçula. E a atuação de Amy mereceria por si só uma resenha à parte: já os primeiros minutos em tela bastam: o filme &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Colecionadora de várias indicações (sendo a mais recente delas a de melhor atriz coadjuvante no Oscar, o eterno pote – ou melhor, careca – de ouro do cinema americano) e prêmios pelo papel, a jovem atriz transmite à perfeição os tiques de ingenuidade e inquietude de uma típica – e desmistificada - &lt;em&gt;girl next door&lt;/em&gt; às portas de um mundo adulto para o qual ninguém a preparou. Madeleine, no fundo, representa a Ashley o farol de sofisticação que poderá guiá-la na reconquista de um pouco afável Johnny, comprado por uma espécie de sapo-por-príncipe, gato-por-lebre pela esposa &lt;em&gt;naive&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes de vilanizar uns personagens em prol das redenção de outros, Morrison conduz uma narrativa que não dá brecha no sentido de insistir em lembrar ao espectador que, somados erros e acertos, histórias e estórias, culpas e palavras, todos os personagens são exatamente a única cousa que lhes cabe ser: humanos. Demasiadamente humanos. Assim, ainda que a função protagonista de Embeth e a atuação &lt;em&gt;hors concours&lt;/em&gt; de Amy garantam os holofotes a Madeleine e Ashley, nenhuma sombra passa ao largo da dupla Morrison e McLachlan: a tensão (não tão) latente entre irmãos, os encontros e desencontros de George com suas raízes sulistas, a dificuldade de comunicar-se com aqueles que ama por parte do patriarca Eugene (Scott Wilson) e o misto de medo e sentimento de inferioridade que pincelam a recepção pouco calorosa de Peg (Celia Weston) à chegada da esposa cosmopolita - uma menina tão bonita... tão inteligente! &lt;em&gt;the enemy&lt;/em&gt;! a &lt;em&gt;outra&lt;/em&gt;! –, a nova inquilina do coração de seu filho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espaço para dúvidas é curto: ainda que como fagulha, Madeleine está longe de ser a pólvora que alimenta a explosiva atmosfera de conflitos entre pais e filhos, irmãos e irmãos, amantes e amantes. No entanto, tanto a chegada desta nova personagem em cena quanto o advento de uma tragédia inesperada serão pontos cruciais para que o leite derramado, azedado, mereça algumas das lágrimas sufocadas ao longo dos anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nesse sentido, Junebug é um drama familiar porém podado de melodrama, que tem como preocupação capital pontuar os caracteres de um Estados Unidos tido como por demais opaco para fazer jus ao brilho hollywoodiano. Pois seu maior valor reside precisamente aí. Ao derrapar nos emblemas do provincianismo americano sem contudo tombar naquele quinhão de esteriótipos já recorrentes ao gênero, Phil Morrison surpreende com um sensível flagrante de pedaços da vida e do sonho de alguns dos sobrinhos menos glamourosos do Tio Sam. Um filme de família, mas no melhor dos sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo, ainda, sem abrir mão de um humor de PH - 10 (mas sem o ar forçado que muitas vezes impregna o estilo) e uma câmera compassiva, com alguns espasmos de &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt; (sem pôr, no entanto, a originalidade em arritmia). &lt;em&gt;Junebug&lt;/em&gt; é prova de que nem sempre é preciso ter uma Asia Argento tentando a qualquer custo fazer filmes bons que desviem do lugar-comum com estilhaços e estilhaços de recursos fílmicos a cada novo quadro dispostos a provar a autenticidade do seu trabalho. Um relato simples sobre a outra história americana contado com um tino que fala volumes pode bastar para compor uma das surpresas mais agradáveis do ano passado – uma pequena obra prima, ainda que de segundo grau. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acidez e cinismo suficientes para justificar o &lt;em&gt;label indie&lt;/em&gt; presentes em uma narrativa que revela mais vocação para acertos do que para erros; nada com sérios riscos de fazer bonito nas bilheterias, enfim. Pois ao flanar pela última edição do Festival do Rio sem atrair maiores atenções, longe de provocar comoção popular, o abre-alas de Phil Morrison na direção cumpre à risca o que parece ser o apelo máximo de seu seleto público – o de ser uma pérola cinematográfica que a cultura &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt; talvez prefira esconder dentro de sua ostra, às escondidas do mais vulgar neanderthal hollywoodiano (sempre a posto para descascar o esmalte indie que cinge a obra com sua perversa acetona comercial). Bobagem. &lt;em&gt;Junebug&lt;/em&gt; é nocaute na certa com luva de pelica e merece um público maior do que meia sala lotada em sessão quase única de festival cinematográfico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113981462482997550?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113981462482997550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113981462482997550' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113981462482997550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113981462482997550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/junebug-me.html' title='Junebug me'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113921012489407698</id><published>2006-02-05T23:02:00.000-08:00</published><updated>2006-02-12T22:51:58.250-08:00</updated><title type='text'>Sobre meiasplvs e outras mentiras honestas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/carrying.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" height="256" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/carrying.jpg" width="309" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#336666;"&gt;This is my lie, lay me yours&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um lindo dia para pensar em coisas menos belas e mais sujas? A fim de pegar jacaré no mar de lama da sem-blogracice nossa de todo dia? À procura de um manancial &lt;em&gt;wit&lt;/em&gt; para regar suas madrugadas de domingo? Senhoras e senhores do meu respeitáaaaavel público, mais um, mais um, mais um sim, sinhô! Mais um post sobre o mais do mesmo como nunca se viu antes! Pois foi seguindo os preceitos de Lavoisier, a velha raposa safada que dizia que nada se cria quando tudo pode se transformar – &lt;em&gt;verité absolute&lt;/em&gt; adotada por todo rodízio de pizza – que decidi apertar o &lt;em&gt;repeat&lt;/em&gt; para recoroar com uma salva de bifas aquela carpintaria dos caras-de-pau &lt;em&gt;also known as&lt;/em&gt; “causa blogueira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Soon-to-be&lt;/em&gt; (de)formada em jornalismo, não é de espantar que seja – ou esteja a caminho de ser, ainda que com um péssimo senso de direção (o narcoléptico que adormece &lt;em&gt;while sleeping&lt;/em&gt;, o jogador que comemora o gol contra) - catedrática na arte de escrever absolutamente nada sobre relativamente tudo. Mas sou passilarga. Vou além sendo aquém. E o que é um blog, o meu, o seu, o nosso blog senão um disse-que-disse &lt;em&gt;ad eternum&lt;/em&gt; da completa falta do que dizer? Não compreendo lhufas daquilo que estou blábeando metade do tempo. Nos outros 45 minutos do jogo, tenho uma remota idéia – acho que é sobre queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, vim aqui para escrever sobre um Tim Burton em particular. (Re)vi, gostei, nem tanto, e daí? Sou que nem Clarice em um ponto – terminar um pensamento é gritar Fla em prado de Flu, ou seja, um evento extraordinário no sentido mais lingüisticamente correto, pé-da-letra da palavra. E &lt;em&gt;entonces&lt;/em&gt; que me percebo com o pé fincado de onde nunca saí – do começo. Por/para que/m escrevo? Quedê a platéia (I) – com seus tomates adestrados (II) à espera da primeira gafe autoral para serem lançados nesta blogueira de vos fala? Será que sequer a (I) mereço – ou os (II) mereço em primeiro lugar? Por que cobiçar uma ola grega quando se está jogando pelo time dos troianos? Ou ganhar uma &lt;em&gt;standing ovation&lt;/em&gt; – por algo a mais que um decote e por um público maior que uma braguilha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por que-que essa &lt;em&gt;endless&lt;/em&gt; blogueblásice deveria ser lida? &lt;em&gt;Go figure&lt;/em&gt;. Não sei se divirto ninguém a não ser meu eu oblíquo – e ele está chapado a maior parte do tempo. No entanto,  sou por ora uma espécie de baronesa de Münchhausen, sempre se puxando pelos cabelos com uma mão e escrevendo – teclando, sou &lt;em&gt;muderna&lt;/em&gt; – as tais meiasplvs e mentiras honestas com a outra. &lt;em&gt;Applause&lt;/em&gt;. E volte sempre. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113921012489407698?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113921012489407698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113921012489407698' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113921012489407698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113921012489407698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/02/sobre-meiasplvs-e-outras-mentiras.html' title='Sobre meiasplvs e outras mentiras honestas'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113816786042711826</id><published>2006-01-24T21:40:00.000-08:00</published><updated>2006-02-05T17:01:50.023-08:00</updated><title type='text'>Say goodnight to the lady</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu perguntei, Short or long story? e aí que ele me fitou com um par de lasers azuis e falou uma coisa, eu não entendi, Repete, ele repetiu, Enfia no cu, o que é estranho, porque todo mundo sabe que ter uma longa estória no lugar mais recôndito da anatomia humana é tão agradável quanto um pierrô cantando Tom Jones num número de sapateado tcheco, então procrastinei a parvoíce e concluí pra eu mim mesma, Short it is, então disse que estava o deixando e ele quis saber o porquê e Pois é, eu retruquei que não dava um duvideodó para o quanto meu blog é capital, é inicial, é transcendental para todos os meus três leitores, mas que essa vida não era mais pra mim, que jogasse o primeiro teclado, levantasse o mouse, piscasse um emoticon quem nunca havia parado para pensar em querer mais, em escrever uma reportagem que faria Zaratrusta emudecer, uma monografia que faria Fredo ulular, um romance que faria Derrida dar pulinhos de júbilo e satisfação, e continuei continuei continuei a ir à baila, falei que minha vontade encheria um Madison Square Garden, que ela não cabia mais no espelho de cá, que havia espichado horrores depois da puberdade, mas acho que ele achou que eu estava meio chapada porque logo em seguida me deu um tapa na bunda e torceu o canto da boca, Vem pra cama, mulher, eu fui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113816786042711826?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113816786042711826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113816786042711826' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113816786042711826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113816786042711826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/01/say-goodnight-to-lady.html' title='Say goodnight to the lady'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113618784651838919</id><published>2006-01-01T22:25:00.000-08:00</published><updated>2006-01-24T21:57:02.176-08:00</updated><title type='text'>Miss Sinclair (audasciously) presents</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/monique.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/320/monique.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Madame Zelda: leva seu amor achado em três dias &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Salve, salve, cambada. Como todo mundo sabe (ou ao menos deveria, se não vamos ter que começar tudo de novo), quanto mais se olha, menos se vê. Logo, para que ceder ao esforço de depilar? Portanto, em 2006, meus votos são pra que todo mundo cultive menos aparência e mais essência em sua vida: todos os mizifios deveriam dar um vade retro, um cruz que me credo, um chega-pra-lá-que-te-pego-pra-capar naquilo tudo que empaca seu dia, empata sua foda, atrasa sua vida, adia a hora agá e fecha as cortinas para o verdadeiro espetáculo que é o &lt;em&gt;lessing the talk ‘n’ moring the action&lt;/em&gt; nessa vida que é bonita, é bonita e é bonita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bunda-lelê em Buckingham? Backpacking no cu do mundo (ou do bofe do 304)? Quinze minutos de infâmia entoando um “ei, Godár, vai tomar no cu!” no próximo Cinturão de Cinefilia abotoado pelos filisteus-de-uma-puta da stravaganza intelequituau contra-campista? Isso! Issa! Não temeis o dedo do Senhor a cutucar sua ferida, ó infiel (mas não se esqueça de assegurar a vaselina e amolecer a manteiga nos conformes do supositório filosófico de São Tomei, o apóstolo que só acreditava no que via a sua frente e principalmente as suas costas): &lt;em&gt;now that we hung the oldman&lt;/em&gt;, que o velhinho foi bater as chuteiras, pendurar as botas, desamarrar os cadarços, que o calendário renovou e a esperança se enfiou no buraco negro novinho em trolha do medo, não se contente com pouco: pra que pedir um gole se você pode ter uma garrafa, uma adega, um vinheiro inteiro na &lt;em&gt;Califuckórnia&lt;/em&gt; só pra chamar de seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no ano novo que nos espera, &lt;em&gt;take your youth and shove up the ass&lt;/em&gt; dessa gente que quer vestidos bonitos, champanha francesa, metáforas a granel. Nesse dois-mil-e-seis, não tenha medo de ser ha-ha sem graça, sem sal, sem paciência pra tudo aquilo que te dite a cartilha, que repita o modelito, que faça bonito sem fazer feio também. Chères e chéries, sejamos realistas: refaçamos o impossível. Go, baby, go, go. Porque lá no fundo &lt;em&gt;real life&lt;/em&gt; é que nem o perfil da Barbra, não dá pra embonecar com maquiagem: melhor assumir a nareba e digerir o luxo e o lixo numa galgada só, sem purpurinar ou reciclar coisa alguma, porra nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113618784651838919?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113618784651838919/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113618784651838919' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113618784651838919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113618784651838919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2006/01/miss-sinclair-audasciously-presents.html' title='Miss Sinclair (audasciously) presents'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113434129711958745</id><published>2005-12-11T14:44:00.000-08:00</published><updated>2005-12-12T09:26:39.163-08:00</updated><title type='text'>So let your fists do the talking</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu amigo, ser fudido é uma arte a qual muitos poucos dominam. Porque, merda por merda, qualquer babaca com um maçarico, uma fatia de queijo e uma lycra rosa é capaz de fazer. Ser fudido, no entanto, é uma coisa completamente diferente. Quase cósmica. Quiçá mágica. Acima de tudo – cármica. Para começo de conversa, ser um &lt;em&gt;deles&lt;/em&gt; requer preparação física e sobretudo mental, de modo que esperar que o Pior dê as caras pelo menos sete vezes na semana se torne uma &lt;em&gt;raison d’être&lt;/em&gt; tão festejada quanto dia de botox nos lábios da Angelina Jolie. Ser fudido é deixar de nutrir a esperança de que, em um dia festivo e alegrinho, quando alguém lá de cima ou cá de baixo te der um tapinha nas costas como se hoje fosse seu dia de sorte, seu canalha!, socos no estômago não se transformem em úlcera anal e as portas da esperança te levem a um lugar mais agradável que aquele banheiro sujo do motel mais chinfrim da beira de estrada. &lt;em&gt;Carajo&lt;/em&gt;, Bandini. Esquece essa porra de primavera. 2005 foi um ano ruim. O ano que vem provavelmente também o será. Se der sorte, nada muda. A merda continua. Caso contrário, ela atinge o ventilador, metaforiza sua vida, literaliza seu destino, mancha tua lapela e cobra a conta da lavanderia. Meu amigo, ser fudido é uma escola que toma tempo para ser diplomada. É levar nas coxas e nas fuças uma vida em total descompasso com a sua vontade e compreender que, acima de tudo, se fuder não é para todos, mas é para sempre. And then,&lt;em&gt; wham!&lt;/em&gt; É dar dó e marcha ré para suportar o mifafá que entoa o cântico desse artista de tempos coevos, um ser fadado a estancar como &lt;em&gt;least but not last&lt;/em&gt; até que o raio o parta, a morte os separe e a história se repita (mas só quando ninguém estiver prestando atenção). A coisa consiste em desenvolver &lt;em&gt;cujones&lt;/em&gt; (ou textículos, para os &lt;em&gt;lixeratos&lt;/em&gt;) para se fuder com classe, com estilo, com ginga. Todo mundo pode ser um dos nossos, mas ninguém pode deixar de o ser. Porque se fuder é se fuder, mas ser fudido, meus caros, ser fudido é definitivamente outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113434129711958745?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113434129711958745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113434129711958745' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113434129711958745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113434129711958745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/12/so-let-your-fists-do-talking.html' title='So let your fists do the talking'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113242501413125657</id><published>2005-11-19T10:27:00.000-08:00</published><updated>2005-11-24T17:49:50.603-08:00</updated><title type='text'>Eu acho que é isso que eles chamam de blues</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aprendi muito com quem não sabia nada. Mais ainda com quem conhecia porra nenhuma. O filme ainda nem começou, os óculos-quadrados-de-armação-preta tomam aos poucos o contra-campo e algumas moçoilas metidas em rouptichas dentro do fora da moda discutem em godardês um Trufô sabor nouvelle-vague. Por que algumas pessoas preenchem o requisito de supermaravilhosas, enquanto outras você tem vontade de acaçapar no bolso esquerdo da calça de strecht de J-Lo pruma partida de dança das cadeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adestro a pulga atrás da orelha e me volto pra tela. No pontapé do começo: é francês e vai mudar a minha vida. No mesmo instante capto com o rabo do olho um garoto magrinho e inquieto, com ares de quem boghobou três listras para o seu casaco-espetáculo, e rimos à beça, talvez por perceber que a vida não tem sentido se você for a décima-quinta linha de uma biografia da Paris Hilton, mas principalmente ao descobrir que ainda mais improcedente, &lt;em&gt;for the average man&lt;/em&gt;, seria dividir sua &lt;em&gt;kitschnette &lt;/em&gt;com &lt;em&gt;ecce homo&lt;/em&gt; tão high-profile na statusfera da boiolindiece cultural do &lt;em&gt;Homo cinefilus&lt;/em&gt; (A Tangerina, in: &lt;em&gt;Hang the writer&lt;/em&gt;, 2005, dadá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Masscult? Indústria Cultural? Audiência infantilizada? Cultura de pastiche? Adorno de touquinha entonando&lt;em&gt; aaaaaaaau bái mái céeelfff&lt;/em&gt;? Nem sombra, nem dúvida. Toda a ação se passa às favas com qualquer qüiproquó popular que não calhe de virar o darling da vez dessa &lt;em&gt;inteligentzia&lt;/em&gt; de cabelo meticulosamente desgrenhado e cérebro mais ainda. Ou seja: explico. Porque é claro que todo homem se comporta de acordo com o que é esperado dele. Existem pessoas dotadas com a capacidade ímpar de chacoalhar ‘e’ rolar com uma leitura de Horkheimer e pular carniça ao mesmo tempo. Outras, por sua vez, permanecem condenadas a ter uma vida sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no fundo da caixola, a ponderação bate e fica pra jantar. Ainda que a contra-gosto, aceito a convidada e troco a magia a dois, o menáge a três e o diabo a quatro do &lt;em&gt;cinéma&lt;/em&gt; de Godard e cia. pelo &lt;em&gt;charme discret de la indieoisie&lt;/em&gt; esparramada do lado de cá da tela. Pois sim. Alguém deveria fazer uma religião para ela. Criar modalidade olímpica. Deduzir do imposto de renda. Sim, bâibe! &lt;em&gt;She’s trying too hard&lt;/em&gt;. Quase engana com o suspensório do vovô, os sapatos Karl Marx e essa manha trendy, cult, unique, cool, marginal, hype, supermaravilhosa que nem te conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca levo um intelectual a sério. O problema é que &lt;em&gt;eles &lt;/em&gt;se levam. Que joguem a primeira pedra, a lenha, os buttons, o uísque sem gelo, o sal, a calça xadrex pro lado de lá e cabelos ao vento rebentando no &lt;em&gt;frug&lt;/em&gt; da pseudo-intelectualidade. Que digam em setecentas laudas o que poderia ter sido dito em uma sílaba sem ponto-e-vírgula com exclamação – sem deixar faltar chá. Sob a ameaça das bofetadas da metalinguagem, a autora consente: era o fim do mundo como nós o conhecíamos. Quem sabe, cala. Quem não sabe, dá aula. Quem não sabe dar aula, cria um blógui. Ah, &lt;em&gt;ecce homo&lt;/em&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113242501413125657?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113242501413125657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113242501413125657' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113242501413125657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113242501413125657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/11/eu-acho-que-isso-que-eles-chamam-de.html' title='Eu acho que é isso que eles chamam de blues'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-113055954804827632</id><published>2005-10-28T21:16:00.000-07:00</published><updated>2005-11-24T15:34:50.756-08:00</updated><title type='text'>Assim falou Zaccarias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram jogados 1987 e calhou de nascer (terceira) pessoa (do) singular . Para se largar na náite à procura de chão chão chão em qualquer programa de indie que topasse na sua frente, com duas pedras de gelo para acompanhar, por favor. À garota! desempedida e todas as vezes que uma xícara derrubou café na sua vida. Que tal: jornalismo com vírg,ulas, all-star surrado – pretû, de cano alto -, chorar pitangas, carreira empacotada, blues de domingo, torradeiras e aspargos, cabriolas e olhos de ressaca e de decalque e – ela era - algo. Assim assim. Um plágio. Um atentado ao pudor. Metáfora gastronômica com uma pitada de inconstância e duas doses de paradoxo para falartãorápido mas &lt;em&gt;baixinho&lt;/em&gt; – psiu, ei! E ele disse: “Tira essa blusa, mocinha”, e então: “Tira essa blusa e vem curtir esse tal de róquenrôu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frankly, my dear, I don’t give a damn.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-113055954804827632?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/113055954804827632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=113055954804827632' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113055954804827632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/113055954804827632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/10/assim-falou-zaccarias.html' title='Assim falou Zaccarias'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-112554563960271219</id><published>2005-08-31T20:30:00.000-07:00</published><updated>2005-11-24T15:35:47.676-08:00</updated><title type='text'>O que Allen diria a Virginia, livro I: se os dentistas fossem músicos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Caro G.,&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim, livre! As aulas acabaram e posso finalmente voltar a me dedicar à música. Você acredita que o meu professor de periodontia odontológica me reprovou só porque confundi a arcada inferior do Sr. Leônidas com a capa do novo CD do &lt;em&gt;...Trail of Dead&lt;/em&gt;? Ele é tão quadrado e burguês que às vezes me dá vontade de invadir sua casa e trocar todos os quadros de lugar! Estou certo que ele não reconheceria arte contemporânea nem se ela bochechasse na sua cara. Ah, meu caro F.! Estou cada vez mais desconfiado que o verdadeiro espírito artístico é privilégio de poucos – caso contrário, estou certo que meu paciente não teria se mostrado tão obtuso à idéia de extrair seus molares para pô-los como reticências no encarte do próximo disco. Mas que gentinha mais desprezível, e que mania irritante de usar sapatos! Evidente que, depois desse infeliz episódio, tive que ligar para mamãe e pedir que enviasse mais dinheiro, de modo que a&lt;em&gt; Escova de Dente de Ouro&lt;/em&gt; pôde continuar os ensaios no estúdio sem que fosse preciso que eu chantageasse o estudante kantiano do sexto período sobre seus hábitos de sair por aí mexendo no imperativo categórico dos outros sem usar agulhas descartáveis – o que só não seria incômodo para um paciente que tivesse sido anestesiado com doses maciças de leitura frankfurtiana. Nossa primeira faixa, &lt;em&gt;Canal no Panamá&lt;/em&gt;, já está em fase de produção e contará com a participação do Dr. L., o melhor dentista da região, que acionará seu motorzinho toda vez que nosso vocalista fingir dor de barriga no refrão. Se ao menos papai estivesse vivo, tenho certeza que ele sentiria muito orgulho de mim – e deixaria de fingir que não me conhece nas festas de família. Ah, Hegel.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;F. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-112554563960271219?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/112554563960271219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=112554563960271219' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112554563960271219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112554563960271219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/08/o-que-allen-diria-virginia-livro-i-se.html' title='O que Allen diria a Virginia, livro I: se os dentistas fossem músicos'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-112128102128522581</id><published>2005-07-13T11:53:00.001-07:00</published><updated>2005-11-24T15:36:59.736-08:00</updated><title type='text'>Ela é uma loura notável: boxa, dança, pula, rema</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/1600/sem%20t??tulo2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7444/1227/400/sem%20t%3F%3Ftulo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;"&lt;/span&gt;Perca peso e ganhe um olho roxo. Pergunte-me como."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-112128102128522581?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/112128102128522581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=112128102128522581' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112128102128522581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112128102128522581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/07/ela-uma-loura-notvel-boxa-dana-pula.html' title='Ela é uma loura notável: boxa, dança, pula, rema'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-112051788262092838</id><published>2005-07-04T15:56:00.000-07:00</published><updated>2005-11-24T15:38:52.830-08:00</updated><title type='text'>Morrer é uma questão de método</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Poucas coisas na vida despertam tanto a curiosidade do homem quanto a morte, mas a verdade é que não se sabe muito sobre ela – exceto que ela gosta de se vestir de preto e que volta e meia pode ser vista entoando &lt;em&gt;Another One Bites the Dust&lt;/em&gt; em bares de karaokê vitorianos (embora existam muitos poucos desses hoje em dia). Há, afinal, vida após a morte? E quanto a nossa alma, será ela imortal ou apenas megalomaníaca? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Existem várias teorias sobre a morte, mas absolutamente nenhuma delas explica a aplicação da Lei da Relatividade na gastronomia étnica de nosso país (talvez porque, nas palavras de um ilustre expoente da sociedade científica que não quis se identificar, "nós possamos ter-nos desviado da nossa linha de pesquisa em algum momento"). Como muitas pessoas já desconfiavam, bater as botas é, no fundo, o menor dos nossos problemas (contanto, naturalmente, que você se sinta bem com a cor do seu cadarço). O que acontece depois é, isso sim, o verdadeiro mistério. Para onde vamos, quanto tempo demora para chegar lá e que tipo de roupa devemos levar são perguntas que já passaram pela cabeça de todo mundo pelo menos uma vez na vida, seja ele o moribundo tísico, o atleta saudável ou a sua tia distante que lhe manda uma boneca todo Natal (embora você se chame Ernesto e tenha 26 anos há até bastante tempo). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem, afinal, paga a conta de luz para que você possa ter todo aquele espetáculo pirotécnico no fim do túnel que sempre lhe prometeram? Certamente não os seus parentes, que ainda estarão se desdobrando - literalmente, se você pertencer a uma família de contorcionistas - para pagar todo o ônus funerário de sua morte enquanto você toma banana daiquiris no céu (ou no inferno, caso você seja ateu, advogado ou simplesmente um pé-no-saco) e discute a arte da jardinagem filipina com Alfredo, um carteiro que faleceu no ano anterior graças a um sinistro ataque de fúria por parte de anões belgas que andavam se sentindo marginalizados pela sociedade capitalista e opressora. Quanto ao seu plano de saúde, como pedir para que ele pague por sua luz no fim do túnel se ele sequer cobria suas despesas dentárias quando você estava vivo? Deus, a opção que para muitos poderia ser apontada como a mais plausível e justa (talvez porque Ele seja a única entidade sobrenatural que tenha American Express, embora haja os que digam que é puro exibicionismo de Sua parte), tampouco: com tantas guerras, enchentes e penteados dos anos 80 mundo afora para serem enfrentados, todo o trabalho burocrático não resistirá muito antes de ser relegado para as instâncias inferiores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quem são essas instâncias inferiores, uma pessoa razoável poderia questionar (ou simplesmente pular o assunto e, no lugar, começar a fazer um curso de estenografia por correspondência, uma vez que ela é uma pessoa razoável esclarecida e faz o que bem entender). Para a Grécia Antiga, elas se chamavam Cloto, Laquesis e Atropos e eram conhecidas como as Parcas, figuras mitológicas que controlavam os fios da vida e decidiam quem morria ou não. A Grécia Moderna já não pensa mais assim, embora continue faturando horrores no mercado têxtil temático. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já grande parte do Ocidente gosta de acreditar que os anjos são os funcionários públicos do Paraíso. Daí inclusive teria originado a idéia de anjo-da-guarda: enquanto Deus se ocuparia com tarefas de escala mais global – como eras glaciais e chuvas que duravam 40 dias e 40 noites (o que era uma grande sacanagem com todos aqueles que não detinham o monopólio das construtoras de arcas) -, os anjos estariam empenhados numa missão mais individual e menos sensacionalista. Todavia, a imagem pulcra e nobre que temos do exército do Senhor é altamente questionada pelos Letrismo, uma escola histórica pouco afamada que crê que a Bíblia nada mais foi do que uma sopa de letrinhas que Deus acidentalmente deixou derramar durante uma briga com Zeus a respeito de marcas e patentes. Para os letristas, apesar da versão oficial nos contar que Deus teria descansado no sétimo dia, a verdade seria que, irritados com a fama de que passavam o dia tocando harpas que seria espalhada num futuro longínquo pelo homem – a mais recente e mimada criação divina -, os anjos teriam feito a primeira greve da história e se recusado a completar tarefas como a paz mundial e o Grand Canyon. (Rezam as lendas que, como punição, a ira divina teria lhes tirado o sexo e ainda ganho uma fortuna ao patentear os bonecos Ken.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A morte varia de cultura para cultura, de época para época e de pessoa para pessoa, não obstante seus contínuos esforços para entrar na era da globalização. Não podemos, por exemplo, tentar entender como um aristocrata via a morte em plena Revolução Francesa, embora alguns relatos de sobreviventes nos digam que ela parecia um pouco afiada demais para seus pescoços. Até podemos andar pelo vale da sombra da morte sem temermos mal algum, mas nossos passos nunca serão iguais aos de outra pessoa. Para uns dolorosa, para outros, uma bazófia; o começo para um pai e o fim para um filho; uma redenção ou um pesadelo: a morte é uma essência que nem a pena dos mais afiados escritores conseguiram transpor integralmente para o papel (embora um mico adestrado tenha chegado muito perto uma vez, mas isso não passou de uma assombrosa coincidência).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-112051788262092838?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/112051788262092838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=112051788262092838' title='28 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112051788262092838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112051788262092838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/07/morrer-uma-questo-de-mtodo.html' title='Morrer é uma questão de método'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-112044942630258652</id><published>2005-07-03T20:46:00.000-07:00</published><updated>2005-11-24T15:39:26.643-08:00</updated><title type='text'>Deus, nozes e outras considerações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No início, Deus criou o céu e a terra e, talvez por decidir que um mundo sem jazz, abridor de lata e McLanche Feliz não teria graça nenhuma, resolveu criar o ser humano. É verdade que sua intenção inicial era colocar-nos acima do bem e do mal, mas esse andar já estava ocupado pelo departamento de Assuntos Infernais e, desde então, a sala do almoxarifado do sistema solar passou a ser chamada de Terra. Desde então, entediado das trevas, Deus ordenou que se fizesse luz, mas por conta da temporada de apagões pela qual o universo no período, Ele teve que criar o dia e, como medida econômica, a noite. Logo depois, interessado em sediar os jogos olímpicos da galáxia (que aconteciam de quatro em quatro anos-luz), Deus tentou agilizar o projeto e acabar a Terra em sete dias, mas o Comitê Olímpico Lácteo achou que ainda não havia estrutura suficiente para um evento de tamanha dimensão, até porque havia muitos vulcões em ativa na época e um dos avaliadores tinha alergia a enxofre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A raça humana, como todos sabem, é a espécie mais inteligente do planeta, uma vez que é a única espécie capaz de refletir sobre o seu próprio reflexo, falar da própria fala e se conscientizar acerca da própria consciência, e isso tudo enquanto combina a cor da meia com a da gravata. E mais: a humanidade gosta de debater sobre física quântica, falar sobre ela na terceira pessoa e, sempre que pode, faz questão de jogar na cara dos outros animais o tal do lance dos polegares opositores (o que, modéstia dEle à parte, foi essencial para que o homem pudesse manusear ferramentas, jogar fliperamas e estourar plásticos-bolha). Inventamos o macarrão instantâneo, os programas de auditório e gostamos de tomar sopa com colher, embora estudos já tenham comprovado que o canudo, nesse caso, é muito mais apropriado para evitar queimaduras na boca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deus que nos fez à sua imagem e semelhança, o que torna um tanto estranho o fato de alguns de nós parecermos com Janet Reno ou com o Sr. Madruga. Concedeu-nos o livre arbítrio para que pudéssemos exercer nosso pleno direito de implantar ditaduras, entupir-nos de carboidratos ou simplesmente andar na rua com uma caixa com os dizeres "cabeça humana", mas só pela graça disso. Contudo, nada disso tira d’Ele o Cinturão de Criador, O Princípio de Todas as Coisas, o Onisciente, Onipresente, Onipotente e Tudo o Mais. Afinal, estamos falando de um cara que já acumulou em sua estante uma quantidade respeitável de prêmios, como o Grande Prêmio de efeitos especiais por todas as Grandes Guerras, a melhor intervenção divina no Festival Internacional de Milagres com o cancelamento de Baywatch e que, nos tempos vagos, ainda concorreu para Miss Divindade Via Láctea (que teria ganhado de Alá, se não fosse por aquelas duas polegadas extras no quadril). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cara de muitos amigos, ainda mais inimigos e quatro ou cinco simpatizantes, Deus é tema de um sem-fim de fãs-clubes, sociedades secretas, grupos terroristas e, numa cidadezinha mineira, ainda dá o nome para um pequeno sex-shop atrás da vídeo-locadora da cidade. Deus é, de fato, onipresente: está no pão nosso de cada dia, na maioria das letras de pagode e no discurso de tudo quanto é político às vésperas de eleição. É verdade que, ao longo da nossa história, Deus já morreu várias vezes e de várias formas, inclusive de tanto rir com cada nova tentativa do homem em tentar achar o sentido da vida (que Ele mesmo não sabe qual é, embora tenha, nos últimos séculos, desenvolvido uma teoria de que possa ser o fato de milhões de árvores no mundo serem plantadas acidentalmente por esquilos que enterram suas nozes e não lembram onde eles as escondem). Ainda hoje muitos de nós perguntarmos se Deus realmente existe ou se Ele seria uma invenção que a humanidade criou para aliviar seu profundo sentimento de desamparo existencial, uma vez que vivemos num mundo com tanta miséria, unhas quebradas e homens que se chamam Astrogildo. Deus já foi sepultado pelos positivistas, rejeitado pelos niilistas e transformado em caixinha de dízimos pela Igreja Universal - e isso sem falar nos agnósticos, que andaram espalhando por aí que Deus teve um filho com Britney Spears só para difamar Sua imagem -, mas ainda assim continua, trocadilhos à parte, com os índices de popularidade lá nos céus. O fato é que a humanidade ainda não está preparada para se livrar d’Ele de uma vez por todas, até porque o ateísmo não tem nem tanta graça, nem tantos feriados. Ainda teremos Sua presença garantida por muito tempo em nossa vida. Ícone pop por excelência, Deus estará sempre conosco no planeta que nos arrendou para que reinemos soberanos, até que um dia um garoto canadense esqueça de dar a descarga na escola e, por algum motivo fora de qualquer compreensão possível, este fato desencadeie uma cadeia altamente improvável de acontecimentos que resultará na invasão do planeta pela raça alienígena Ordnave, que detestará cada pedacinho de matéria terrestre, com exceção de pretzels (que os lembrariam da forma de seu planeta de origem) e do cabelo da Cher (para isso, não haveria qualquer tipo de explicação lógica). Amém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-112044942630258652?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/112044942630258652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=112044942630258652' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112044942630258652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/112044942630258652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/07/deus-nozes-e-outras-consideraes.html' title='Deus, nozes e outras considerações'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13798918.post-111921766565454928</id><published>2005-06-19T14:41:00.000-07:00</published><updated>2005-11-24T15:39:55.663-08:00</updated><title type='text'>Hang the writer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um texto que não deveria ter sido, em 553 palavras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais provável é que o &lt;em&gt;Homo cinefilium&lt;/em&gt; tenha nascido nos anos 70 como possível resultado do cruzamento entre intelectuais de esquerda da época, que eram conhecidos por praticar a Revolução Sexual pelo menos três vezes ao dia e quiçá utilizar a palavra “quiçá” sempre que possível. Fruto de uma formação familiar alternativa porém rigorosa, esta curiosa espécime foi desde cedo orientada a seguir o caminho das Belas Artes, embora as Feias Artes, as Ainda Mais Feias Artes e as Realmente Assustadoras Artes costumassem fazer muito mais sucesso entre o público feminino da época - êxito em parte garantido pela performance deliciosamente contemporânea de Flaubert que o trio apresentava em bares da vizinhança, numa inusitada releitura nietzschiniana em que Madame Bovary mata Deus com uma letra minúscula e se casa com seu cavalo de corrida no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que, a partir de um certo ponto, gostar de cinema passa a ser prova inconteste da superioridade intelectual de um sobre outrem. Ora, o raciocínio, ao menos à primeira vista, parece óbvio, uma vez que, para a maioria das pessoas, nada parece durar tanto quanto um filme iraniano (embora um jogo de xadrez entre um homem e sua dupla personalidade já tenha confundido alguns teóricos do assunto no passado). Tudo bem que a maior parte da humanidade não consegue ver um filme de Godard sem deixar que sua mente se distraia com pensamentos como contas atrasadas, inversão térmica ou dominação global, mas o que isso deveria provar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente nada com &lt;em&gt;un peu&lt;/em&gt; de tudo. Não obstante haja muito cinéfilo por aí se vendendo como a bolacha mais recheada do pacote, o simples fato de gostar de gostar de cinema não faz ninguém desabrochar em fina flor do intelectum brasileiro de uma hora para outra. Não é nem tão simples, nem tão fácil assim. É preciso muito mais. Ou menos. Menos arrogância, menos pedantismo e, definitivamente, menos certezas de que a fatalidade do mundo cabe nunca casca de noz, uma vez que um ônibus 174 começa tão-somente a esboçar a dimensão do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois: as aparências não têm outra função se não a de enganar o próprio e o próximo, não obstante alguns psiquiatras já tenham alertado que, no fundo, tudo o que elas querem é um pouco de atenção. Todo mundo é o que é, com a exceção de que poderia muito bem ser outra coisa. Logo, um homem não deveria jamais ser julgado simplesmente pelo que vê, pensa ou veste (a não ser que ele faça os três muito mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais seguro ser pseudo-intelectual ou ignaro confesso? Nenhum dos dois, se você tem quarenta anos, usa suspensórios e mora na casa da sua mãe. É verdade que poucas coisas são tão dolorosas para um cinéfilo quanto constatar que existe vida inteligente fora das salas Espaço Unibanco - principalmente se ela costumava roubar o seu lanche na hora do recreio. Se existem jeitos mais preguiçosos e menos onerosos de catalogar a inteligência de alguém, a história é completamente diferente: tratar a Sétima Arte como suplemento vitamínico para o QI é um argumento que peca tanto pela deficiência quanto pela leviandade de suas pretensões. Melhor tomar suco de laranja mecânica ou ouvir Mozart na barriga da mãe. Aconselho a sinfonia nº40 em sol menor. &lt;em&gt;Inteligência garantida ou o seu dinheiro de volta&lt;/em&gt;. Palavra de Adorno. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13798918-111921766565454928?l=atangerinaii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atangerinaii.blogspot.com/feeds/111921766565454928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13798918&amp;postID=111921766565454928' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/111921766565454928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13798918/posts/default/111921766565454928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atangerinaii.blogspot.com/2005/06/hang-writer.html' title='Hang the writer'/><author><name>Mimi Merlot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13288426192795292831</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
